Auxílio-desemprego cai nos EUA, mas continua elevado

O número de norte-americanos solicitando auxílio-desemprego pela primeira vez caiu na semana passada, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho, mas continuou muito alto para sinalizar qualquer melhora significativa no mercado de trabalho.

REUTERS

28 de junho de 2012 | 10h06

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 6 mil, para 386 mil, de acordo com dados ajustados sazonalmente. O número da semana anterior foi revisado para 392 mil ante 387 mil previamente reportado.

Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos caíssem para 385 mil na semana passada. A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, recuou em 750, para 386.750.

O mercado de trabalho perdeu ritmo nos últimos meses, ao passo que incertezas criadas pela crise da dívida na Europa e um caminho de política fiscal incerto nos Estados Unidos deixou empresários relutantes para contratar. No entanto, não há sinais nos dados de pedidos de auxílio-desemprego de que as empresas estão respondendo a tais incertezas dispensando trabalhadores.

Os pedidos de auxílio-desemprego tiveram pouca variação desde abril e a falta de melhora sugere uma fraqueza fundamental no mercado de trabalho.

Preocupações com o mercado de trabalho levaram o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) a afrouxar ainda mais a política monetária na semana passada, por meio da ampliação do programa de troca de títulos que o banco central já detém por títulos de vencimento mais longo com a finalidade de diminuir os custos de empréstimo.

O número de pessoas que ainda estão recebendo o benefício sob programas regulares do Estado após a primeira semana de ajuda caiu em 15 mil, para 3,3 milhões na semana encerrada em 16 de junho.

Esses dados participam do período de pesquisa para a taxa de desemprego de junho. A taxa de desemprego dos Estados Unidos subiu em maio pela primeira vez desde agosto do ano passado e pode continuar elevada, à medida que a maioria dos Estados parou de oferecer benefícios às pessoas desempregadas por muito tempo.

Apenas seis Estados e o distrito de Columbia estavam oferecendo a extensão do benefício na semana encerrada em 9 de junho. Um total de 5,9 milhões de pessoas estavam solicitando auxílio-desemprego sob todos os programas durante esse período, uma alta de 71.724 em relação à semana anterior.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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