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E-Investidor: Tesouro Direto atrai mais jovens e bate recorde de captação

Auxílio-desemprego contínuo nos EUA bate recorde

O número de trabalhadores norte-americanos que permanecem recebendo auxílio-desemprego atingiu novo recorde neste mês, mostraram dados do governo divulgados nesta quinta-feira, ressaltando as dificuldades de se encontrar novos empregos em uma economia atingida por uma recessão severa.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

19 de março de 2009 | 11h00

No entanto, o número de pessoas entrando com novos pedidos pelo benefício caiu para o patamar ajustado de 646 mil na semana encerrada em 14 de março, informou o Departamento de Trabalho, mantendo-se em níveis consistentes com um mercado de trabalho debilitado.

A leitura da semana anterior foi revisada para cima, para 658 mil, ante 654 mil. Analistas consultados pela Reuters esperavam 652 mil novos pedidos.

"Os dados continuam a mostrar um mercado de trabalho difícil", disse Subodh Kumar, estrategista-chefe de investimento da Subodh Kumar & Associates, em Toronto. "De modo geral, os dados reafirmam que o Fed precisa ser mais agressivo, que é o que está fazendo", afirmou.

Na quarta-feira, o Federal Reserve anunciou que vai comprar até 300 bilhões em títulos de longo-prazo do governo norte-americano para reduzir as taxas de juros praticadas e ajudar a reanimar a economia, que está agora no 15o mês de recessão.

O número de pessoas que permanecem recebendo auxílio-desemprego depois de uma semana subiu em 185 mil para 5,47 milhões na semana encerrada em 7 de março, segundo os últimos dados disponíveis, ante 5,29 milhões no período anterior.

O novo patamar é o maior da história do índice e levou a taxa de desemprego das pessoas sob benefício para 4,1 por cento, maior desde junho de 1983, ante 3,9 por cento uma semana antes.

Analistas estimavam que os pedidos contínuos somassem a 5,33 milhões.

As empresas estão respondendo ao severo declínio na demanda, que está comprimindo suas margens de lucro, através do corte de empregos, aumentando a pressão sobre as famílias que já sofrem com um rápido declínio da renda líquida.

Desde que a recessão começou, em dezembro de 2007, mais de 4 milhões de postos de trabalho foram perdidos. A taxa de desemprego dos EUA está em 8,1 por cento, maior nível em 25 anos.

A média quadrissemanal dos novos pedidos de auxílio-desemprego --tida como uma referência melhor para se determinar tendências, já que elimina a volatilidade semanal-- subiu para 654.750, maior nível desde outubro de 1982, ante 651 mil na semana encerrada em 7 de março.

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