Auxílio-desemprego nos EUA cai para menor nível em 2 meses

O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu na semana passada para o menor nível em dois meses, um sinal de esperança para o mercado de trabalho que tem sofrido para ganhar impulso nos últimos meses.

Reuters

27 de setembro de 2012 | 10h18

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 26 mil, para 359 mil, o menor nível desde julho, segundo dados ajustados sazonalmente, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho.

O dado da semana anterior foi revisado para cima para mostrar mais 3 mil pedidos do que o reportado inicialmente.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que os pedidos caíssem para 378 mil na semana passada.

A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor da tendências do mercado de trabalho, caiu em 4,5 mil, para 374 mil, encerrando cinco semanas consecutivas de alta.

O mercado de trabalho tem mostrado fraqueza com temores sobre impostos mais altos e cortes de gastos governamentais em janeiro, os contínuos problemas de dívida na Europa e a desaceleração do crescimento global levando empregadores a ficarem mais cautelosos para aumentar as contratações.

Fracos ganhos de empregos e a taxa de desemprego alta por muito tempo incentivaram o Federal Reserve, banco central norte-americano, a lançar uma terceira rodada de compra de ativos para diminuir taxas de juros já baixas.

O Fed prometeu comprar 40 bilhões de dólares em títulos imobiliários por mês até ver uma melhora sustentável no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego está presa acima de 8 por cento há mais de três anos, a primeira vez que isso acontece desde a Grande Depressão, um obstáculo para a reeleição do presidente Barack Obama.

O relatório mostrou que o número de pessoas ainda recebendo auxílio-desemprego sob programas regulares do Estado após a primeira semana de ajuda caiu em 4 mil, para 3,27 milhões na semana encerrada em 15 de setembro.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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