Auxílio-desemprego nos EUA cai pela 1ª vez em 2009

Além disso, segundo dados do Departamento do Trabalho, novos pedidos caíram levemente mais que o previsto

Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado, e Dow Jones,

04 de junho de 2009 | 09h56

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu levemente mais que o previsto, enquanto o total de norte-americanos que recebem auxílio-desemprego no país recuou pela primeira vez em 2009.

 

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Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 4 mil na semana que terminou no último sábado (dia 30), após ajustes sazonais, para 621 mil, informou nesta quinta-feira, 4, o Departamento de Trabalho dos EUA. Economistas esperavam queda de 3 mil no dado semanal. A média móvel de pedidos feitos em quatro semanas - calculada para suavizar a volatilidade do dado - aumentou 4 mil, para 631.250.

 

Na semana encerrada no sábado anterior (dia 23), o número total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego caiu 15 mil, para 6,735 milhões, no primeiro declínio desde 3 de janeiro deste ano.

 

A taxa de desemprego referente aos trabalhadores com direito ao benefício e que estão recebendo o auxílio-desemprego permaneceu em 5%. Nos EUA, as normas sobre o auxílio-desemprego variam de Estado para Estado e nem todos os desempregados têm direito ao benefício.

 

Produtividade

 

A produtividade da mão de obra nos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano foi revisada de uma alta de 0,8% para um avanço de 1,6%. Economistas previam revisão para +1,2%. A produtividade, que é definida como a produção por hora trabalhada, havia recuado 0,6% no quarto trimestre do ano passado.

 

O custo unitário do trabalho, uma importante sinalização das pressões inflacionárias, cresceu 3% nos três primeiros meses de 2009, a uma taxa anual, ficando em linha com as expectativas.

 

A produtividade no setor de manufatura recuou 2,7% no período entre janeiro e março deste ano. A produção da manufatura caiu 21,7% e as horas trabalhadas, 19,5%. Ambas as variações foram recordes.

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