Auxílio-desemprego nos EUA sobe inesperadamente

O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos subiu inesperadamente na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho do país está se recuperando muito lentamente para diminuir consideravelmente a taxa de desemprego.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 10h16

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 4 mil, para 372 mil segundo dados ajustados sazonalmente, informou nesta quinta-feira o Departamento do Trabalho. Esse foi o maior nível em cinco semanas.

Os dados mantêm a pressão sobre o presidente Barack Obama antes das eleições presidenciais de novembro. Seu opositor republicano está tentando focar a atenção dos eleitores na alta taxa de desemprego do país, persistente durante a presidência de Obama.

Muitos economistas acreditam que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode lançar um novo programa de compra de títulos para impulsionar o crescimento econômico já na reunião de 12 e 13 de setembro, embora um aumento nas contratações este mês possa tornar isso menos provável.

No entanto, o relatório de auxílio-desemprego tem um lado positivo.

Os dados cobrem a mesma semana observada pelo governo para fazer a sua medida mensal de emprego, e eles mostraram uma pequena queda nas demissões em relação à semana da pesquisa do mês passado, o que é um sinal moderadamente positivo para contratações em agosto.

A média móvel de quatro semanas para os novos pedidos, uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, ficou em 368 mil na semana passada, um leve aumento em relação à semana anterior, mas ainda 2,1 por cento abaixo do registrado na segunda semana de julho.

Naquela semana, o governo pesquisou empregadores e concluiu que 163 mil novos postos de trabalho foram criados em julho --uma melhora em relação aos três meses anteriores, apesar de a taxa de desemprego ter avançado para 8,3 por cento mesmo assim.

O governo irá divulgar o seu relatório de emprego de agosto em 7 de setembro, e as autoridades do Fed irão examinar minuciosamente os dados por sinais de recuperação da economia.

A ata da reunião do Fed de 31 de julho e 1 de agosto, divulgada na quarta-feira, mostrou que o banco central deve fazer uma nova rodada de estímulo monetário "em breve", a menos que a economia melhore consideravelmente.

Os dados de auxílio-desemprego, que tiveram grandes variações em julho devido a fechamentos sazonais de fábricas de automóveis, estão dando agora um quadro mais claro da saúde do mercado de trabalho.

O número dos pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior foi revisado para 368 mil ante 366 mil previamente reportado.

O número de pessoas que ainda estão recebendo o benefício sob programas regulares do Estado após a primeira semana de ajuda subiu em 4 mil, para 3,317 milhões na semana encerrada em 11 de agosto, mostrou o relatório.

Um total de 5,59 milhões de norte-americanos estavam recebendo o benefício sob todos os programas na semana encerrada em 4 de agosto, uma queda de 109.812 ante a semana anterior.

(Reportagem de Jason Lange)

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