Auxílio-desemprego recua nos EUA; moradia é má notícia

Os pedidos de auxílio-desemprego nosEstados Unidos caíram fortemente na semana passada e asencomendas de bens duráveis mostraram resistência em março, masas vendas de novas moradias desabaram, de acordo com dadosdivulgados nesta quinta-feira. As vendas de moradias recuaram 8,5 por cento no mêspassado, para uma taxa anualizada de 526 mil unidades. Ospreços na comparação com um ano atrás tiveram a maior quedadesde 1970, informou o Departamento de Comércio. O dado segue a leitura revisada para baixo de 575 milunidades em fevereiro e traz mais notícias negativas sobre osetor imobiliário. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam que as vendascaíssem para 580 mil unidades, frente ao dado inicialmentedivulgado de 590 mil em fevereiro. "O que temos é uma divergência entre moradias usadas, queparecem estar se recuperando, e o declínio nas vendas de novasmoradias, que está se intensificando", afirmou Christopher Low,economista-chefe do FTN Financial, em Nova York. As vendas de moradias usadas também caíram em março, mas emritmo mais brando, de 2 por cento. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíramfortemente na semana passada e uma queda nas encomendas de bensduráveis em março deveu-se principalmente aos bens detransporte. "Eles certamente não parecem ser números que indicamrecessão", disse Michael Darda, economista-chefe do MKMPartners LLC, em Connecticut, referindo-se aos dados deauxílio-desemprego.referring to the jobs data. O número de norte-americanos pedindo auxílio-desempregopela primeira vez caiu em 33 mil, embora o número detrabalhadores que continuam recebendo o benefício mantenha-seem um nível alto. A média quadrissemanal dos pedidos, considerada menosvolátil, recuou de 376.750 para 369.500. O Departamento de Comércio informou em relatório separadoque as encomendas de bens duráveis inesperadamente caíram 0,3por cento em março, com uma queda no setor de transporte,enquanto um importante termômetro sobre o apetite porinvestimentos continuou firme. As encomendas excluindo transportes subiram 1,5 por cento. Analistas consultados pela Reuters esperavam que asencomendas em geral ficariam estáveis em março, após a quedarevisada de 0,9 por cento no mês anterior.

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