Auxílio-desemprego sobe nos EUA; venda de casas cresce

Os novos pedidos de auxílio-desemprego aumentaram inesperadamente na última semana, mas as vendas de moradias usadas nos Estados Unidos cresceram em agosto depois da mínima em 13 anos, sugerindo que a economia está se estabilizando após uma significativa desaceleração.

REUTERS

23 de setembro de 2010 | 12h59

Um terceiro relatório divulgado nesta quinta-feira mostrou que o índice de indicadores antecedentes de atividade subiu 0,3 por cento no mês passado, após alta de 0,1 por cento em julho.

"O resumo é que a chance de uma recaída na recessão está mais fraca. A economia continua a se expandir, perdeu força, mas deve continuar se expandindo nos próximos meses", disse Hugh Johnson, vice-presidente de investimentos da Hugh Johnson Advisors, em Albany.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 12 mil, para número ajustado sazonalmente de 465 mil, após duas semanas seguidas de queda. Analistas previam que o dado seguiria em 450 mil.

As vendas de moradias usadas aumentaram 7,6 por cento, para uma taxa anual de 4,13 milhões de unidades, um pouco acima das expectativas. As vendas haviam recuado 27 por cento em julho, para o menor nível desde 1997, depois que um crédito tributário para compradores de imóveis expirou.

Embora as vendas tenham aumentado no mês passado, o ritmo ainda é o segundo menor em 13 anos.

Os dados de auxílio-desemprego da semana passada cobriram o período em que é feita a pesquisa sobre o mercado de trabalho do país em setembro, atentamente monitorada pelo mercado.

A média quadrissemanal dos pedidos, considerada uma medida melhor das tendências, caiu em 3.250, para 463.250 --patamar mais baixo desde 31 de julho.

Apesar do aumento nos pedidos iniciais pelo benefício na semana passada, o número tem se mantido bem abaixo da máxima em 9 meses de 504 mil atingida em meados de agosto.

Já o aumento das vendas de moradias usadas em agosto foi o sinal mais recente de que o mercado imobiliário está começando a se estabilizar após forte declínio com o fim do benefício fiscal para compradores de imóveis, em abril.

Segundo analistas, avanços adicionais vão depender do mercado de trabalho.

(Por Lucia Mutikani)

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