Auxilio-desemprego tem mínima em 7 meses nos EUA

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu para o menor patamar dos últimos sete meses na semana passada, sugerindo que a economia está ganhando certa força.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

17 de novembro de 2011 | 16h54

A melhora do quadro econômico foi abatida em parte pelos dados da atividade manufatureira do Meio-Atlântico, que desacelerou neste mês em razão de menores encomendas. No entanto, os empregadores contrataram mais e aumentaram as horas trabalhadas.

"As condições econômicas estão apontando para cima, com ritmo de aceleração", disse o economista-chefe do Naroff Economic Advisors, Joel Naroff. "No entanto, dois grandes obstáculos continuam no caminho: maiores custos de petróleo e as questões de dívida da Europa."

O total de pedidos de auxílio-desemprego teve queda de 5 mil, para 388 mil com ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta para 395 mil.

O dado de auxílio-desemprego mostrou ainda que a média quadrissemanal dos pedidos teve a menor leitura desde abril.

"Acreditamos que esse declínio seja o precussor de uma recuperação no ritmo de criação de empregos", disse John Ryding, economista-chefe do RDQ Economics.

Outro relatório mostrou que os alvarás para construção residencial aumentaram 10,9 por cento, para uma taxa anualizada de 653 mil unidades em outubro. Já a construção de novas moradias, no entanto, caiu 0,3 por cento, para 628 mil unidades.

O Federal Reserve (banco central norte-americano) da Filadélfia informou em outro relatório que seu índice de atividade caiu para 3,6 em novembro, comparado a 8,7 em outubro. Uma leitura acima de zero expansão na região.

O componente de emprego, porém, teve máxima em seis meses, enquanto a semana média trabalhada mais do que triplicou.

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