Auxílio-doença agora tem prazo para terminar

A partir de hoje Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a conceder auxílio-doença com data certa, ou seja, com prazo para terminar. Até agora, não havia prazo fixado para acabar com o benefício, mas o segurado tinha de passar periodicamente pela perícia médica, mesmo nos casos de doença prolongada. Agora, o benefício terá prazo para terminar e as perícias só serão necessárias se o segurado precisar de uma prorrogação do benefício.De acordo com o presidente do INSS, Valdir Simão, essa medida proporcionará melhora no atendimento ao público, porque cairá a procura pela perícia médica. A estimativa é que haverá uma queda de 40% no volume de perícias.O INSS fará também uma verificação dos 386 mil benefícios de auxílio-doença que estão em manutenção há mais de dois anos. De acordo com Valdir Simão, muitos desses benefícios ou deveriam já ter sido cessados ou transformados em aposentadoria por invalidez.O presidente do INSS explicou que o novo método não vai alterar a vida do usuário que já está com a perícia médica marcada. "Ele deverá comparecer no dia marcado e fazer a consulta A partir daí é que sentirá a diferença. Esperamos que, na maioria das vezes, ele não tenha que retornar para nova perícia", disse. De acordo com Simão, o método foi testado com sucesso em agências da Previdência em Porto Alegre, Teresina, São Paulo, Vitória, João Pessoa e Contagem (MG). No total, apenas 30% dos usuários solicitaram nova perícia alegando que não estavam em condições de retornar ao trabalho. Desses pedidos, e depois de feita a perícia médica, o INSS reconheceu 10%.Pelos dados do INSS, no ano passado foram realizadas 8,3 milhões de perícias médicas a grande maioria delas, renovações. Apenas 2,4 milhões se referem a perícias novas. O INSS chegou à conclusão de que essa quantidade de exames médicos é um desperdício de tempo do usuário e de recursos humanos e financeiros da instituição. Com menos perícias médicas o INSS espera poder atender mais rapidamente o usuário e evitar situações em que, sem poder marcar a tempo o exame médico, o Instituto é obrigado a pagar, retroativamente e com correção monetária, o valor do benefício desde o momento em que ele foi solicitado pelo usuário.

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