Avaliação completa dos fundos agressivos

Como separar, dentro de um universo de 300 fundos de renda fixa, os mais agressivos? Os economistas da Prandini, Rabbat & Associates, Sergio Malacrida e Daniel Figueiredo, recorreram à Análise de Cluster, um software que agrupa fundos de acordo com variáveis dadas, para responder à esta pergunta. No caso, eles optaram por analisar a oscilação do valor da cota e o coeficiente de variação. "Com isso, fizemos a seleção pelo que o gestor faz, e não pelo que diz que faz", diz Malacrida.O universo de 300 fundos de renda fixa, todos com patrimônio líqüido superior a R$ 10 milhões, foi dividido em cinco categorias de risco. A primeira incluiu cerca de 90 fundos que traziam DI no nome. Para definir as outras quatro categorias, os dois levantaram 126 retornos diários de cada fundo (até 15 de setembro) e, com esses dados, calcularam o retorno médio de cada fundo. Assim, puderam verificar o quanto os retornos diários do fundo se distanciaram do seu próprio retorno médio, uma medida denominada volatilidade, ou desvio-padrão. Quanto mais os retornos escapam da média, maior o desvio-padrão, e mais arriscado o fundo. Com esses dados, os economistas calcularam um segundo dado: o coeficiente de variação de cada fundo, resultado da divisão do desvio-padrão pelo retorno médio. Essas duas variáveis - volatilidade e coeficiente de variação - foram submetidas à Análise de Cluster para que fosse feito o agrupamento dos fundos em quatro categorias de risco. Fundos com os menores desvios-padrão e coeficientes foram agrupados na categoria de Renda Fixo Ativo. "Esses fundos têm meta de rentabilidade um pouco acima daquela do CDI." Sempre considerando esses fatores, os fundos foram agrupados ainda em Derivativos Conservadores, Moderados e Agressivos. Os Moderados e os Agressivos foram selecionados para a reportagem.

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