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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Avalie se é momento de tirar o FGTS aplicado na Petrobrás

Os fundos de investimento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da Petrobrás e da Vale do Rio Doce continuam um sucesso em rentabilidade. Pelos dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os da Petrobrás rendem 73,71% e os da Vale, 25,58%. Quem investiu na Petrobrás pode, se quiser, deixar a aplicação em direção a um fundo carteira livre, formado por uma diversidade de ações e títulos, ou voltar ao FGTS. Alguns analistas sugerem a troca pelo carteira livre, preocupados principalmente com a baixa do papel da estatal de petróleo que chega a 5,17% no mês, até sexta. Quem investiu na Vale tem ganho de 3,53% este mês, mas está sem mobilidade porque cumpre carência até setembro. O superintendente de Gestão de Fundos da Caixa Econômica Federal, Marcelo Bonini, comenta que as retiradas dos fundos da Petrobrás são modestas, embora constantes. O fundo carteira livre, a opção aos fundos Petrobrás, rendeu 12,57%, em média, desde sua criação em 24 de agosto até 13 de maio, enquanto o fundo Petrobrás perdeu 0,60%, no mesmo período, conta Bonini. Fabio Colombo, consultor da Money Maker Investment Advisory, diz que o papel da estatal está valorizado e seria prudente desfazer-se de parte do investimento. Para ele, a diversificação é sempre uma opção defensiva e o lucro só é real quando sacado, diz, repetindo um bordão de mercado. O analista da Souza Barros Angelo Larozi concorda com esse conceito, mas continua apostando na Petrobrás, por acreditar que a ação tem espaço para valorização. A opção de retornar ao FGTS é contra-indicada por todos.

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