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Avançam as conversas para fatiar a TIM

A mexicana América Móvil, dona da Claro, confirmou nesta segunda-feira, 8, que planeja participar da oferta conjunta com a Oi para a compra da TIM Brasil, que pertence à Telecom Itália, conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Mônica Scaramuzzo, Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

08 de setembro de 2014 | 21h40

A proposta, que ainda não foi apresentada oficialmente ao grupo italiano, deverá ser feita nos próximos 15 a 30 dias, segundo uma fonte familiarizada com a operação. 

A Telefônica, que está envolvida, neste momento, na compra da GVT, que pertence à francesa Vivendi, deverá se juntar às duas operadoras para o fatiamento da TIM. A oferta está sendo costurada pelo BTG Pactual, contratado pela Oi para apresentar alternativas para viabilizar as negociações.

No sábado, o presidente executivo da Telecom Itália, Marco Patuano, afirmou que a venda da TIM Brasil é uma possibilidade. “A TIM Brasil é um ativo chave, mas estamos abertos a todas as opções”, disse o executivo à Reuters.

Já é certo que a divisão da TIM Brasil não será em porcentuais iguais. Uma das propostas em estudo hoje é que as fatias fiquem em torno de 40%, 35% e 25%, números que ainda não estão fechados e podem variar. Por questão regulatória, a compra da TIM não poderia ser feita por uma única operadora.

O grupo mexicano América Móvil (que controla Claro, Embratel e Net) deve ficar com o maior porcentual. A empresa sofre um forte processo de concorrência no México e está atenta ao mercado brasileiro. Já a segunda maior participação ficaria com a Oi e, a outra, com a Vivo, segundo as negociações neste momento. Esta última teria a menor fatia, uma vez que já é líder no mercado móvel de telefonia no País.

A quantia a ser oferecida será superior a R$ 30 bilhões, atual valor de mercado da TIM Brasil. Em operações com venda de controle, o prêmio a ser pago costuma ser de 20% a 25%. Em valores de hoje, a proposta pela empresa poderia ficar entre R$ 36 bilhões e R$ 38 bilhões.

O avanço das conversações para a compra da TIM impulsionou as ações das operadoras. As ações ordinárias da TIM Participações, que chegaram a subir quase 9% durante o dia, encerraram cotadas a R$ 13,28, com alta de 6,16%. Os papéis PN da Vivo subiram 2,06%.

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