Avanço de 1,7% para a zona do euro esconde diferenças

A zona do euro deve registrar uma expansão de 1,7% em 2011, de acordo com as projeções do Banco Mundial. Mas essa expansão modesta esconde ainda uma disparidade profunda. A Grécia, diante de seu pacote de ajuste fiscal, deve terminar mais um ano com a contração de seu PIB de 4%. Portugal não sairá da recessão nem a Irlanda. Vários outros países continuarão estagnados. A Alemanha será a única a registrar uma expansão acima de 2%. Mas mesmo assim graças às exportações e justamente aos países emergentes.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2011 | 00h00

No primeiro trimestre de 2011, dados da União Europeia (UE) mostraram que o bloco cresceu 0,8%. Mas a demanda doméstica permaneceu estagnada.

Segundo Jomo Sundaram, secretário-geral adjunto da ONU, as políticas de austeridade adotadas na Europa e em várias partes do mundo são parte da explicação para a estagnação.

Outro problema é a decisão dos bancos de voltar a limitar empréstimos ao setor produtivo, temendo que sofram um calote por parte de governos. Em 2008, a crise forçou bancos a parar de emprestar. O resultado foi o agravamento da crise e a necessidade de governos de injetar bilhões em suas economias.

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