Avanço deve sustentar preço de commodities

O crescimento econômico da China no terceiro trimestre deve intensificar o suporte de curto prazo para algumas commodities. Preocupações sobre a desaceleração econômica da China levaram os mercados de commodities para uma baixa acentuada neste ano. Contudo, esses temores foram, de certa forma, contrabalançados à medida que os indicadores pareciam mais promissores.

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h08

O crescimento foi, em grande parte, impulsionado pelo estímulo com gastos do governo em infraestrutura urbana. O escritório de estatísticas da China também mostrou que a produção de aço da China teve alta de 11% em setembro em comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 65,4 milhões de toneladas métricas.

Esse aumento foi uma boa notícia para os mercados de minério de ferro e para a Austrália e o Brasil, que são grandes exportadores da commodity, um ingrediente na produção de aço. A China importou um volume recorde de minério de ferro no mês passado, ajudando a elevar os preços globais da commodity em 22% a partir de uma mínima em maio.

O crescimento robusto é também positivo para o preço de cobre, que é usado em cabos de eletricidade e uma variedade de outros produtos. As importações chinesas de cobre em setembro estavam em seu ponto mais alto em um ano, o que ajudou os preços globais do cobre subirem 9,3% desde junho. A China responde por 40% da demanda mundial de cobre.

"Os preços do cobre serão impulsionados pela notícia no curto prazo", disse Helen Lau, analista sênior da UOB Kay Hian, em Cingapura. "A demanda por metais básicos vai continuar a se expandir, mas a um ritmo mais lento." Por outro lado, há vários riscos para os preços de commodities. Por exemplo, o governo da China está sob pressão para reduzir a expansão do crédito, o que pode limitar os gastos em infraestrutura e levar a uma desaceleração.

Observadores estão analisando de perto o crescimento da China em busca de pistas sobre o futuro dos mercados de commodities. Relatório da Wood Mackenzie destacou que a demanda da China por metais está crescendo entre 5% e 8% ao ano. / DOW JONES NEWSWIRES

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