Avanço do dólar em relação ao real faz juros futuros subirem

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES , O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h09

Aalta do dólar no balcão, que fez a moeda se aproximar dos R$ 2,10, também influenciou o comportamento das taxas dos contratos futuros de juros, que experimentaram ganhos consistentes nos vencimentos mais longos. Apesar de um eventual reflexo do câmbio mais elevado ser sentido no curto e no médio prazo sobre os preços, a insistência da equipe econômica na ideia de convergência da inflação à meta em 2013, bem como a sinalização do Banco Central sobre a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 7,25% ao ano, fez com que as taxas dos contratos futuros de juros com prazos mais longos subissem na sessão de ontem. Ontem, o dólar à vista no mercado de balcão subiu 0,43%, a R$ 2,0940 - maior patamar desde 15 de maio de 2009 -, com o mercado aparentemente testando o BC em relação a uma nova banda informa para a moeda.

Assim, ao fim da sessão, a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2015 marcou 8,03%, ante os 7,95% verificados na segunda-feira. Nos prazos mais longos, o juro para janeiro de 2017 apontou taxa de 8,80%, de 8,73% da segunda-feira.

No exterior, as bolsas europeias tiveram ganhos discretos, assim como as norte-americanas. Após o fracasso nas negociações sobre um novo repasse de ajuda à Grécia, o fato de a chanceler alemã, Angela Merkel, sinalizar que uma decisão deve ser tomada na próxima segunda-feira atenuou os temores e reverteu o sinal negativo dos mercados de ações. Em Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 0,38%, enquanto o S&P avançou 0,23%. No Brasil, porém, a Bovespa cedeu 0,37%, aos 56.242,12 pontos. Profissionais do mercado destacaram que houve saída de recursos de investidores estrangeiros da Bolsa, em um movimento que vem sendo motivado pela ingerência do goveno sobre alguns setores. Ontem, por exemplo, as ações do setor elétrico voltaram a liderar as perdas do Ibovespa.

Além disso, os papéis da Petrobrás tiveram queda superior a 2%, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar que não há qualquer demanda da petroleira para um aumento dos preços dos combustíveis neste momento. No fim do dia, ainda que sem efeito maior sobre os negócios, a Moody's reafirmou a classificação de risco do Brasil, mantendo a perspectiva positiva.

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