HÉLVIO ROMERO/ESTADO
HÉLVIO ROMERO/ESTADO

Avenida Paulista mantém rotina em dia de greve

Com a greve metroviária, algumas empresas decidiram reembolsar o valor do táxi para que seus funcionários chegassem ao trabalho

Celso Filho, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 10h22

Apesar das agências bancárias e estações do Metrô fechadas, a rotina na avenida Paulista não se alterou neste dia de paralisações.

Com a greve dos metroviários, os trabalhadores que dependem do transporte público tiveram que encontrar alternativas. O consultor de vendas Wilson Matos, de 29 anos, procurava uma maneira de conseguir chegar ao trabalho, uma concessionária na Avenida Ricardo Jader.

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Morador de Barueri, na região metropolitana, Matos precisou sair de casa mais cedo e pegar um serviço de Uber até a estação Faria Lima, da linha 4-Amarela do Metrô - a única em circulação normal. De lá, ele seguiu até a estação Paulista e tentava encontrar uma maneira de terminar o trajeto. Apesar disso, ele não vou problemas. "É por uma boa causa", brinca.

Já a administradora Cinthia Weingrill, de 33 anos, preferiu ficar em casa na região dos Jardins. A escola de seu filho cancelou as aulas e a mulher precisou cuidar da criança. "Todo mundo mudou a rotina hoje. Meu marido teve de ir a pé para o trabalho", explica.

Algumas empresas decidiram reembolsar o valor de táxi para que seus funcionários chegassem ao trabalho. É o caso do empresário Fábio Pagliuso, de 56 anos, que possui uma empresa da área financeira na avenida Paulista. O empresário não concorda com as paralisações. "Se bem negociada, (a reforma trabalhista) pode ser boa para ambas partes. Você pode sentar para dialogar, mas não fazer baderna."

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