Aversão ao risco afeta agrícolas e soja cai 1,4%

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2011 | 03h06

A sexta-feira foi mais um dia de quedas generalizadas nos mercados internacionais de produtos agrícolas com investidores e outros participantes reduzindo sua exposição a ativos de risco por causa da crise na zona do euro. O bloco monetário não para de produzir notícias negativas e não dá sinais de que conseguirá debelar seus problemas tão cedo. Algumas commodities agrícolas até possuem fundamentos positivos, mas isso não tem sido suficiente para deter a forte desvalorização desses mercados.

É o caso da soja, cujo contrato janeiro cedeu 1,43% na Bolsa de Chicago, para terminar cotado a US$ 11,0650 por bushel. Apenas em novembro o preço da oleaginosa cedeu quase 10%. A despeito disso, o Conselho Internacional de Grãos divulgou relatório na sexta-feira em que prevê que o comércio global da soja vai crescer 5% na safra 2011/12, iniciada em outubro, puxado pela demanda da China e de outros países asiáticos como o Vietnã. O mercado chinês, diz a entidade, vai importar o recorde de 57 milhões de toneladas (+9%) do grão no período para atender a rápida expansão do setor doméstico de rações.

Em Nova York, a cotação do açúcar chegou a subir, mas devolveu os ganhos no final do dia. A valorização do dólar e a fraqueza dos mercados de outras commodities foram influências negativas. Os contratos para entrega em março fecharam com baixa de 0,82%, cotados a 22,90 centavos de dólar por libra-peso. Na mesma bolsa, o café cedeu 1,21%, no contrato março, para 232,55 centavos de dólar por libra-peso.

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