Aversão ao risco pressiona café

Em reação aos temores de que a crise europeia se espalhe, os preços do café caíram ontem na Bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia em queda 0,64%, cotados a 131,65 centavos de dólar por libra-peso.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

O declínio das cotações do café foi, basicamente, uma resposta à chamada ''aversão ao risco''. Os mercados de commodities e ações costumam ser pressionados quando aumentam as incertezas sobre a economia global. Ontem, o índice Dow Jones, de Nova York, recuou 3,60%. Já o CBR, índice que dá uma visão geral sobre as commodities, cedeu 1,02%.

Segundo analistas, os sinais de oferta e demanda do mercado de café representam papel secundário neste momento. Agora, os indicadores macroeconômicos são levados mais em consideração. Por um lado, o consumo de café segue firme no mundo e os estoques são cada vez mais apertados, especialmente de grãos de maior qualidade. Por outro, a expectativa é de uma grande safra no Brasil.

Entretanto, outros mercados de commodities agrícolas reagiram mais a seus próprios fundamentos, especialmente a sinais de demanda. O açúcar negociado em Nova York subiu 0,40%, sustentado pela maior procura pelo produto refinado. Em Chicago, o milho subiu 0,77% e a soja, 0,59%, ambos na expectativa de maior consumo. O trigo acompanhou a alta e avançou 0,11%.

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