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Aversão ao risco volta e estimula vendas de commodities e ações

A aversão ao risco voltou aos mercados ontem e derrubou os preços de commodities e das Bolsas no mundo todo, enquanto o dólar ganhou impulso de alta ante as principais moedas internacionais. O ambiente de negócios foi contaminado pela decisão da Moody''s de colocar o rating da Espanha em revisão para possível rebaixamento diante das necessidades de financiamento do país, em 2011, e da pressão para recapitalizar os endividados bancos do país. Preocupações com o encontro de hoje da União Europeia, que pode tomar novas medidas para amenizar a crise de dívida soberana na região, e com o leilão de bônus da Espanha também geraram inquietação. Assim, os indicadores norte-americanos favoráveis e a aprovação do pacote de ajuda internacional pelo Parlamento da Irlanda foram relevados.

Márcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

A Bovespa perdeu 1,27%, aos 67.870,14 pontos. Com a queda dos metais básicos, Vale PNA caiu 0,77% e CSN ON perdeu 3,36%. Nos EUA, o Índice Dow Jones cedeu 0,17% e o S&P500, -0,51%

O mercado de câmbio local acompanhou, mas em menor intensidade, a alta do dólar no exterior. O moeda à vista subiu apenas 0,35%, para R$ 1,6990, porque houve fluxo financeiro positivo. No fim da tarde de ontem em Nova York, o euro era negociado em baixa, cotado a US$ 1,3216, de US$ 1,3374 no dia anterior.

Os juros futuros tiveram um ajuste técnico de alta durante a tarde em meio à espera pela ata do Copom nesta quinta-feira e o receio de que as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para facilitar o financiamento de longo prazo para as empresas, dificultem o ajuste fiscal prometido pelo governo.

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