Aversão global ao risco não poupa dólar, que desce a R$ 1,765

O resultado decepcionante das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, o pior em 15 anos, aprofundou a aversão global ao risco, trazendo de volta o medo de um duplo mergulho da economia norte-americana.O dólar foi castigado, diante dos sinais de que a economia norte-americana patina, recuando ante o euro e também em relação ao iene.

Cenário: Rosangela Dolis, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

A moeda japonesa renovou a máxima em 15 anos contra o dólar influenciada pela lentidão do governo do país em adotar medidas visando a desvalorização cambial. Aqui, o dólar à vista caiu 0,17%, para R$ 1,7650 no balcão, após abrir em alta ante o real e subir até máxima de R$ 1,7820 - maior valor desde 21 de julho, de R$ 1,7850. Segundo analistas, a inversão de sinal durante a sessão refletiu a oferta de moeda por exportadores e a perspectiva de entrada de fluxo cambial decorrente de captações externas que estariam sendo planejadas por empresas brasileiras e também do esperado processo de capitalização da Petrobrás. Com as férias de verão no Hemisfério Norte perto do fim, várias empresas brasileiras começam a preparar emissões de bônus no mercado. Entre elas estão Odebrecht, Net, Braskem, BicBanco e Banco Bonsucesso. A expectativa dos bancos que coordenam essas operações é de novo recorde de lançamentos de bônus até o final do ano, com concentração em setembro, antes das eleições de 3 de outubro.

Contaminada desde a abertura pelo exterior ruim, a Bovespa teve a quarta queda seguida, ao declinar 1,25%, aos 65.156,36 pontos, elevando para 3,49% a desvalorização no mês.

Os juros futuros de longo prazo voltaram a cair. A taxa para janeiro de 2012 recuou de 11,18% para 11,13%.

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