Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Aviação civil perderá US$ 10 bi por causa da Sars

As companhias aéreas do mundo todo vão amargar este ano um prejuízo de cerca de US$ 10 bilhões por causa da forte retração na demanda de passagens provocada pela epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, sigla em inglês), conclui um estudo da International Air Transport Association (Iata). Só nos trechos domésticos dos Estados Unidos, a aviação civil perderá US$ 4 bilhões, indica a Iata.A entidade que congrega a aviação civil informa ainda que as perdas em decorrência da epidemia, que até agora já matou pouco mais de 500 pessoas em todo o mundo e atingiu mais de 6 mil desde que foi identificado o primeiro caso na China, serão muito maiores do que as provocadas pela invasão norte-americana ao Iraque. A Iata lembra que, desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, o prejuízo do setor já se aproxima de US$ 30 bilhões."Os últimos três anos foram os piores da história da aviação civil", resumiu Giovanni Bisgnani, diretor geral da Iata, em comunicado veiculado também no site da entidade na internet.Site dá informaçõesNo site, é possível encontrar ainda respostas para dúvidas sobre a epidemia e os riscos que existem em algumas regiões do planeta. Em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Iata explica também outras questões sobre a Sars e prevenções que devem ser tomadas pelos passageiros e pelas companhias aéreas. A entidade sugere que os vaijantes consultem ainda o site da OMS.Ainda segundo a Iata, o número de passageiros em Hong Kong, por exemplo, caiu cerca de 60%. Em Seul, a queda foi de 40%; em Cingapura e outras cidades como Pequim e Kuala Lampur (Malásia), 37%. Desde o início de março, as companhias áreas do mundo todo perderam 200 milhões de passageiros, um terço apenas na Ásia.A companhia holandesa KLM, por exemplo, indicou que a Sars e a invasão dos EUA no Iraque provocou uma queda de 6,8% no número de passageiros em abril. A queda maior, no entanto, ocorreu nos trechos em que a KLM opera na região Ásia-Pacífico, onde a retração foi de 24%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Para enfrentar esse problema, a companhia decidiu reduzir milhares de empregos.Já a Hong Kong Cathay Pacific Airways, uma das mais rentáveis do mundo, revisou para abaixo suas estimativas de lucros para 2003 e esta semana anunciou que reduzirá à metade os dividendos propostos para o resultado de 2002 com o objetivo de atenuar o impacto econômico da Sars em seu balanço.

Agencia Estado,

06 de maio de 2003 | 12h31

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.