Líder Aviacao
Líder Aviacao

‘Aviação executiva sentiu o efeito eletrocardiograma da economia’

Diretor executivo da Líder aviação diz que a empresa deve crescer 5% neste ano e está preparada para maior demanda

Entrevista com

Philipe Figueiredo

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2019 | 05h00

Atuando em venda, fretamento, gestão de frota, serviços aeroportuários e consultoria em aquisições de aeronaves, a Líder Aviação diz ter sentido o “efeito eletrocardiograma” das flutuações da economia no primeiro semestre. Segundo Philipe Figueiredo, diretor de venda e aquisição de aeronaves da companhia, a aprovação da reforma da Previdência deve beneficiar o setor nos próximos meses. A empresa espera crescer 5% neste ano e, com suas 63 aeronaves, diz estar preparada para atender a clientela que virá sem comprar novos aviões e helicópteros.

Muitos setores viram 2019 começar bem, mas houve um freio geral a partir do segundo trimestre. Como está sendo o ano para a aviação executiva?

A gente sentiu, como todos os demais setores, esse ‘efeito eletrocardiograma’ no humor dos empresários e do mercado. Depois das eleições, no fim de 2018, houve até um momento de euforia. Porém, esse quadro não foi finalizado quando o ano começou. Nosso termômetro é muito sensível: sentimos muito rápido a alta ou queda na demanda.

E a perspectiva agora, caso a reforma da Previdência passe em segundo turno no início de agosto?

A perspectiva é positiva. Tivemos um aumento da demanda por fretamento de 28%, se comparamos junho de 2018 com junho de 2019. É um claro sinal de melhora. Para o ano, estimamos um aumento de 5% para o negócio como um todo. No ano passado, a Líder teve receita operacional de R$ 682 milhões. Alguns investimentos, que estavam travados já destravaram. 

Quais os principais clientes da Líder?

O agronegócio responde por 80% das vendas e se vê também uma demanda maior do setor de educação. Por outro lado, a infraestrutura é um setor que sofreu muito nos últimos anos. Aos poucos, porém, novas companhias começam a preencher os buracos deixados por grandes grupos. Essa realidade vale tanto para a venda quanto para o fretamento de aeronaves.

Como as demandas dos empresários estão evoluindo dentro do segmento de aviação executiva?

Já entregamos quatro aviões Honda Jet em 2019 e vamos dobrar esse volume de entregas até o fim do ano. Ele traz uma tecnologia avançada para a categoria, que leva a um menor consumo de combustível. E isso fez esse produto começar a disputar segmentos que antes operavam com aeronaves turboélice. O investimento do Honda Jet é de US$ 5,2 milhões, sem contar impostos e taxas. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.