Aviação volta a ser regulamentada no Brasil

Onze anos depois da liberalização, a aviação volta a ser regulamentada no País. Responsável por executar os planos do governo para o setor, o Departamento de Aviação Civil (DAC) vai conter o aumento da malha aérea, podendo cortar a oferta de vôos, e trabalhar para as empresas redirecionarem linhas para cidades ainda não atendidas.A meta é elevar a ocupação média do setor dos 57% atuais para uma faixa considerada mais saudável, entre 60% e 65%. A estratégia é provisória. A formulação da nova política aérea do País deve demorar cerca de um ano.A mudança de critérios foi detalhada à Agência Estado pelo diretor-geral do DAC, Washington Machado, que comandava a Diretoria de Logística do Ministério da Defesa antes de assumir o cargo.O pano de fundo da mudança de gestão da aviação é a análise de que a oferta está muito superior à demanda. Segundo Machado, até em mercados de países mais liberalizantes esse cenário exige maior intervenção do Estado. "A aviação não é um mercado perfeito, por isso tem de ser supervisionado", declara.No exterior, o quadro foi agravado pela recessão, pelos atentados terroristas nos Estados Unidos e, mais recentemente, pela guerra do Iraque. Para Machado, "a crise de demanda gerou crise de oferta". O aproveitamento dos jatos cai quando a oferta excede a demanda, e as empresas perdem dinheiro.Em paralelo ao período de controle, o governo desenvolverá uma política para o setor, que deverá ser debatida em conferência entre o fim deste ano e o início do ano que vem. Levará em conta os interesses do usuário, do Estado e da indústria.

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