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Avião foi vendido em 2008 para empresa de mercenários

Bastidores: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 03h05

O Emb-314 B1Super Tucano que voa nos Estados Unidos é o único em poder de um grupo empresarial - e já esteve sob a bandeira maligna da Blackwater (hoje, Xe Services & US Training), de Erik Prince, o "general empreendedor", que cultivava contratos de US$ 2 bilhões em troca de serviços independentes de Defesa. A rigor, tropas mercenárias. Em 16 de setembro de 2007, no Iraque, os cães de guerra mataram a tiros 17 civis. Diante de uma comissão federal, Prince declarou que seus homens escoltavam um comboio, e tiveram "a percepção" de uma ameaça. Reagiram. Entre as vítimas havia médicos, famílias inteiras, lojistas e vendedores de rua. O dono da então Blackwater apresentou números: em pouco menos de 18 mil missões cumpridas no Iraque, Afeganistão e Colômbia, jamais havia perdido um só cliente. Todavia, não soube justificar a contabilidade dos 200 tiroteios nos quais sua equipe esteve envolvida - nos quais, em 173 casos, a iniciativa partira dos agentes da empresa.

O Emb-314B1 foi cedido em 2008, sob regime de leasing, para a EP Aviation, subsidiária da Blackwater. Decolou de São José dos Campos em 25 de fevereiro. Chovia forte. Tinha matrícula (31400082) e registro provisório (N314TG) da FAA. O destino final declarado era Elizabeth City, na Virginia. O avião certificado agora pela FAA é o mesmo, mas voa com outro contratante, a TacAir. A aviação militar americana está interessada em algumas virtudes do pequeno e ágil turboélice, como a capacidade de se manter por 4 horas sobre as zonas de batalha, fazendo reconhecimento e dando apoio à tropa em combate irregular - contrainsurgentes por exemplo - , ou a possibilidade de receber 130 diferentes combinações de armas, incluindo bombas guiadas.

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