Reuters
Reuters

Aviões menores representarão 76% da demanda até 2037, diz Airbus

Fabricante francesa projeta também que a frota mundial de aeronaves deverá mais do que dobrar nos próximos 20 anos

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2018 | 14h21

Com o crescimento do transporte aéreo ao redor do mundo, nos próximos 20 anos, a frota mundial de aeronaves deverá mais do que dobrar e as companhias aéreas precisarão de 37.390 novos aviões. Desse total, 28.550 aeronaves terão até 230 assentos, correspondendo a 76% da demanda e a 54% dos US$ 5,8 trilhões avaliados para os novos jatos, pelos preços de lista.

+ Concorrência maior no setor acelerou acordo entre Boeing e Embraer

As projeções são da francesa Airbus e fazem parte do relatório Global Market Forecast 2018-2037, divulgado nesta sexta-feira, 6, pela fabricante em Londres.

A Airbus atua no segmento de aeronaves até 230 assentos com os modelos da família A320neo (A319neo, A320neo e A321neo) e, no último domingo, 1º de julho, passou a incorporar em seu portfólio os jatos do programa CSeries, CS100 e CS300. Com isso, além de fornecer aviões de fuselagem estreita (narrow-body ou single aisle) de médio e longo curso e também aeronaves maiores, de fuselagem larga (wide-body), a Airbus começará a vender jatos regionais.

+ 'Chegamos a um formato que atende a todos os interesses', diz presidente da Embraer

Em termos de backlog (pedidos realizados, mas ainda não entregues), a Airbus estima que tenha 54% do total (considerando todos os tipos de aeronaves). Para o backlog de aeronaves até 230 assentos, o share da fabricante é o mesmo, de 54%.

+ Embraer e Boeing correm para apresentar proposta ao governo até o fim do ano

Das 37.390 novas aeronaves previstas pela companhia até 2017, 26.540 serão para crescimento de frota e outras 10.850, para renovação.

No relatório divulgado hoje, a empresa atualizou ainda suas projeções de entregas para 37.400 nos próximos 20 anos, ante 34.900 previstas no documento do ano passado.

Entre as quatro maiores aéreas brasileiras, a única que não opera aviões Airbus é a Gol, cuja frota foi inteiramente encomendada com a Boeing. Já na Azul, o A320neo se tornou a "menina dos olhos", sendo peça central do plano de renovação de frota da companhia, que busca maior eficiência nas operações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.