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Avon sofre mais uma baixa executiva em meio a escândalo

Kerry Carr, uma vice-presidente do grupo, renunciou este mês em meio a investigações no departamento de auditoria onde ela trabalhou anteriormente, segundo fontes

Sergio Caldas, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 16h37

NOVA YORK - A gigante americana de cosméticos Avon Products Inc. sofreu mais uma perda no seu quadro executivo por causa do escândalo de corrupção em que se envolveu, segundo o The Wall Street Journal, que citou fontes com conhecimento do assunto.

Kerry Carr, uma vice-presidente do grupo, renunciou este mês em meio a investigações no departamento de auditoria onde ela trabalhou anteriormente, de acordo com as fontes. Kerry, de 49 anos, chefiou a auditoria interna da Avon de 2003 até agosto de 2005. A ex-executiva se recusou a fazer comentários através de seu advogado. A empresa também não quis se pronunciar.

O Departamento de Justiça, a Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores dos EUA) e a diretoria da Avon estão apurando possíveis violações da chamada Lei Sobre Práticas de Corrupção no Exterior (FCPA, na sigla em inglês), que coíbe os subornos de autoridades no exterior.

Promotores federais examinam o relatório de uma auditoria interna, feita em 2005, segundo o qual a empresa concluiu que funcionários da Avon podem ter subornado autoridades na China, disseram as fontes. Eles querem descobrir, especificamente, se executivos da Avon deliberadamente ignoraram as conclusões do relatório.

Por um curto prazo de tempo, Carr foi subordinada ao diretor financeiro Charles Cramb, que foi demitido no final de janeiro não apenas por causa das possíveis violações, mas também por ter supostamente aberto dados da empresa a analistas de Wall Street.

A Avon revelou as investigações sobre as supostas irregularidades em outubro do ano passado. A empresa afirma estar cooperando com o trabalho investigativo.

Em maio do ano passado, a Avon demitiu o sucessor de Carr, Ian Rossetter, um ex-chefe global de auditoria interna e segurança. Bennett Gallina, um vice-presidente sênior responsável por parte das operações internacionais, deixou a empresa em fevereiro último depois de ser forçado a tirar uma licença relacionada à investigação.

Nos últimos anos, os EUA têm sido rigorosos na apuração de casos de corrupção. Há cerca de um ano, a Johnson & Johnson aceitou pagar US$ 70 milhões para encerrar uma investigação sobre alegações de que subsidiárias suas haviam subornado médicos em alguns países europeus e oferecido propinas para garantir contratos no Iraque. As informações são da Dow Jones.

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