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Awazu: expansionismo de país rico tem efeito positivo

As políticas monetárias expansionistas dos países desenvolvidos foram importantes para o crescimento global, evitando uma recessão, e, embora tenham efeitos colaterais, as nações da América do Sul sabem como gerenciar esses efeitos. Foi assim que representantes de bancos centrais sul-americanos debateram, em reunião no Rio, a questão dos fluxos de capital, ainda sob impacto do recente anúncio de medidas pelo Banco do Japão (BoJ), de acordo com resumo feito pelo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira.

VINICIUS NEDER, Agencia Estado

12 de abril de 2013 | 19h20

Segundo Awazu, as políticas expansionistas "têm tido efeitos positivos" e "foram um dos elementos que evitaram a economia global entrar em situação de grande recessão". "Sabemos também que essas ações têm tido efeitos de ''spill over'', ou seja, efeitos colaterais dessas políticas que se traduzem por fluxos de capitais mais voláteis, por elementos que nós temos, como países receptores desses fluxos, saber gerenciar", afirmou.

O objetivo de gerenciar esses fluxos é evitar que "criem condições que possam potencialmente criar uma desestabilização das nossas condições de crédito e condições financeiras". Isso nós sabemos perfeitamente gerenciar. Temos mostrado isso", completou. Conforme o diretor do BC, as medidas recentemente anunciadas pelo Japão ainda são recentes para serem corretamente avaliadas.

"O programa foi anunciado agora no início de abril. É preciso ainda avaliar com mais atenção e mais cuidado como ele vai operar, qual é o tipo de velocidade com o qual vai ser executado", afirmou Awazu, após destacar que o programa japonês foi inspirado em outros. "Se nós compararmos com o que foi feito nos Estados Unidos, são programas (no Japão) ainda menores do ponto de vista da economia global", afirmou Awazu, após o encerramento da XXV Reunião de Presidentes de Bancos Centrais da América do Sul, cujos trabalhos técnicos, fechados, ocuparam toda sexta-feira.

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