Azevedo avalia que preço do petróleo vai continuar elevado

O diretor indicado de Política Monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, avaliou hoje, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que o preço do petróleo deverá permanecer elevado por mais um tempo, dado o aumento da demanda pelo produto e também na demora "no processo de resposta de capacidade produtiva ao estímulo-preço".O diretor se referia ao fato de que toda vez que o preço do petróleo no mercado internacional atinge patamares muito elevados acaba por estimular novas extrações que não eram viáveis com o preço do produto mais baixo. No entanto, de acordo com exposição de Azevedo, a perspectiva é de demora nesta resposta.Efeitos para o BrasilCom isso, na sua avaliação, o Brasil poderá ser atingido em três aspectos. O primeiro dele diz respeito ao impacto da alta do petróleo no crescimento mundial, o que acaba afetando o desempenho das exportações brasileiras, já que com o menor nível de atividade no mundo há menos demandas por produtos.O segundo ponto refere-se ao impacto que este cenário negativo tem junto aos investidores internacionais, o que pode gerar uma aversão a risco e menor exposição em economia emergentes como a brasileira.O terceiro ponto, destacado pelo diretor indicado, foi considerado por ele como um impacto mais secundário: o aumento do preço do petróleo afeta diretamente os países que importam o produto. No caso brasileiro, disse, o déficit chega a US$ 2,1 bilhões, já que as importações superam as exportações. Com isso, Azevedo argumenta que o aumento de 10% no preço do petróleo no mercado internacional gera um déficit adicional de US$ 200 milhões na balança de petróleo brasileira, o que, na sua opinião, é perfeitamente financiável no consolidado das contas externas.

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