Ana Burger/Azul
Ana Burger/Azul

Azul deve fechar dezembro com retomada de 90% da sua oferta de voos no País

Segundo executivo da aérea, foram os voos regionais, com aviões a partir de nove lugares que vão para praticamente todos os aeroportos do Brasil, que ajudaram na recuperação

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2020 | 05h00

Depois da grave crise provocada pela pandemia de covid-19, que praticamente paralisou o setor aéreo, a Azul reagiu e já faz planos para ampliar sua presença no mercado regional brasileiro. Os executivos da empresa participaram de evento com investidores, em que sinalizaram com uma retomada na capacidade doméstica de 90% em dezembro, na comparação anual.

O diretor vice-presidente de Receitas da Azul, Abhi Manoj Shah, disse que, nesse ritmo, a Azul poderá superar a capacidade doméstica do primeiro trimestre de 2019 no início do ano que vem. “O que fez a Azul recuperar de forma tão rápida a oferta foi a nossa flexibilidade (da frota). Estamos muito felizes com a Azul Conecta”, disse o executivo, referindo-se ao braço de aviação regional da empresa. A estratégia por trás do negócio está no modelo de frota flexível, que leva a companhia para praticamente todos os aeroportos do País com aviões a partir de 9 lugares. 

O diretor presidente da Azul, John Peter Rodgerson, lembrou que os seus concorrentes concentram 90% da oferta doméstica em São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Na Azul, esse porcentual é de 30%. Enquanto isso, mais de 70% das rotas das Azul são exclusivas, o que reduz a disputa por preços. 

Rodgerson frisou que o mercado brasileiro ainda é pequeno. Por aqui, em 2019, foi registrado apenas 0,5 voo per capita. No México, esse indicador ficou em 0,8, na Colômbia, em 0,9, no Chile, em 1,3 e nos EUA, em 2,8. “Se o mercado do Brasil crescer para o número do México, vamos ter potencial de crescimento da Azul em 2,3 vezes. Se equipararmos o País ao Chile, podemos crescer 7 vezes.” 

Ele disse ver com otimismo a vacinação contra a covid-19 nos EUA e no Reino Unido. E acredita no início da imunização por aqui em até 30 dias. “Se tiver uma segunda onda, nós temos caixa. Mas prefiro olhar o futuro com otimismo.” 

Outra aposta do grupo é no segmento de carga, para o qual projeta um crescimento de 28% neste ano. Enquanto isso, o segmento de passageiros deve ter queda de 42% ante 2019.

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