Fábio Motta/Estadão
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Azul oferecerá ‘seguro covid’ a clientes que viajarem à Europa e aos EUA

Benefício, de 31 dias, cobre assistência médica de até US$ 150 mil para passageiros infectados pelo novo coronavírus; período compreendido começou nesta quarta-feira, 11, e vai até 31 de janeiro

Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2020 | 19h45
Atualizado 12 de novembro de 2020 | 15h14

A Azul oferecerá, gratuitamente, uma assistência financeira para os passageiros que tiverem um diagnóstico positivo para o novo coronavírus durante as viagens. O seguro covid-19 estará disponível para brasileiros que possuem Europa e Estados Unidos como destino no período compreendido entre esta quarta-feira, 11, e 31 de janeiro de 2021. O serviço prestado, em parceria com a Assist Card, cobre assistência médica de até US$ 150 mil,

O benefício terá validade de 31 dias, a partir da data de embarque do país de origem, e ficará disponível apenas enquanto o passageiro estiver fora.  Ou seja, no momento em que o passageiro embarcar de volta para o seu país, o serviço é automaticamente cancelado, mesmo que ainda esteja dentro período válido. Para usufruir do Seguro Covid, as passagens também devem ser compradas dentro do período estabelecido. Europeus e americanos que vierem ao Brasil, nestas datas, poderão contar com a cobertura do seguro.   

"Nós fechamos com eles [Assist Card] essa parceria e a ideia é dar mais uma segurança para os nossos clientes voarem. É um serviço totalmente gratuito", disse o gerente de produtos e serviços da Azul, Henrique Barone.

Como solicitar o serviço

Em caso de suspeita de contaminação pelo coronavírus, o cliente deve entrar em contato com a Assist Card, companhia especializada em seguros viagem, para obter as informações necessárias de como proceder no país em questão. "Vai ser indicado em qual hospital ir, qual procedimento fazer, e vão se fazer os testes. Se confirmado que que o cliente está com covid, ele vai receber todo o auxílio de hospital, medicamentos, tudo que for referente à cobertura que nós estamos fazendo", explicou Barone.

O gerente de produtos e serviços da companhia destaca, no entanto, que é importante diferenciar: o benefício não é um seguro viagem tradicional, mas sim "um serviço médico específico para diagnóstico médico de covid". Para que a assistência seja concedida, Barone informou que a empresa precisa de dados essenciais dos clientes, como nome, sobrenome, e-mail, CPF, e passaporte (para os estrangeiros).

Os serviços serão oferecidos apenas pela Assist Card até o limite de cada cobertura. Os passageiros que buscarem atendimento direto com clínicas ou hospitais, sem comunicação prévia com a empresa, não terão direito a qualquer reembolso. As condições de elegibilidade, os auxílios prestados e os contatos úteis da Assist Card podem ser encontrados nesta página.

Restrições aos brasileiros

Com o avanço de uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos e na Europa, muitos países retomaram as restrições de entrada de visitantes em seus territórios.

Os Estados Unidos são uma das nações fechadas para brasileiros atualmente. Conforme as restrições do país, a entrada não está autorizada a passageiros que estiveram ou transitaram nos últimos 14 dias por Brasil, China, Irã e alguns países da Europa. Apenas residentes, pessoas com cidadania americana, parentes próximos de moradores do país, dentre outras exceções, podem transitar. Veja a lista completa no site da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata).

O Brasil também não faz parte da lista de países cujos cidadãos podem viajar à União Europeia. A regra vale para todos os 27 países-membros do bloco econômico, incluindo, assim, os principais destinos turísticos de brasileiros na Europa, como Portugal, Espanha, França e Itália. Mas há exceções: brasileiros que tenham dupla nacionalidade europeia ou que sejam residentes legais nesses países podem viajar à Europa. Passageiros em trânsito e aqueles que estão viajando com finalidade de estudar também têm a entrada liberada. O mesmo se aplica a "profissionais de saúde e de atendimento a idosos e pesquisadores de saúde". A lista completa, que está sujeita a mudanças, pode ser encontrada no site da Comissão Europeia.

Barone explicou que o benefício é para respaldar justamente esses clientes que precisam e têm direito de voar para os destinos cobertos pela companhia. "Mesmo com todas as barreiras, temos muitos brasileiros e estrangeiros voando e sabemos que, quanto mais garantias, mais tranquilidade, dermos para os nosso clientes, é melhor", disse. 

Em outubro e novembro do ano passado, a Azul operava cerca de 900 voos diários para 116 destinos, dentre brasileiros e internacionais (os principais destinos são Nova York, Flórida e Lisboa). Agora, a companhia chega a 93 lugares, com pouco mais de 500 viagens por dia. 

Questionado se a Azul vê a iniciativa como uma possibilidade de atrair novos clientes, o gerente de produtos e serviços, Henrique Barone, disse que não. De acordo com ele, este não é o foco do momento, porque a empresa "entende todas as restrições de entrada nos países". A prioridade, destacou, são as pessoas que realmente podem entrar e sair desses países.

Sobre uma possível prorrogação do serviço, Barone informou que a empresa estudará este período de lançamento e verá o comportamento da covid-19 nos próximos meses. "Temos de acompanhar sempre o desenvolvimento da doença, se vamos ter vacina até lá, e com certeza, com algo assim saindo, muda-se completamente o cenário. Caso não, pensamos em extensões e melhorias do serviço." 

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