Azul planeja voar para 20 novas cidades este ano

Novos voos vão ligar cidades do interior às capitais; empresa também espera registrar primeiro lucro em 2011

Silvana Mautone, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2011 | 00h00

A companhia aérea Azul planeja chegar a 20 novas cidades em 2011, o que deve fazer com que encerre o ano com voos para 50 destinos. Segundo o sócio-fundador da empresa, David Neeleman, a estratégia é ligar cidades do interior às principais capitais com voos curtos, por meio de aviões ATR.

"As primeiras novas cidades atendidas com esses aviões serão São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, com voos diários para Campinas a partir de 1.º de março", afirmou Neeleman.

A Azul mantém a previsão de registrar seu primeiro lucro em 2011. Em alguns meses do ano passado, a operação da companhia, fundada há dois anos, já foi positiva. "Os investidores estão muito felizes", afirmou Neeleman. O presidente da companhia, Pedro Janot, afirmou que, descontados os custos de crescimento, a empresa já teria registrado lucro no ano passado. "Estamos voando entre 30% e 35% acima do que estimávamos no business plan apresentado aos investidores", disse.

A empresa estima mais que dobrar o número de passageiros transportados neste ano, encerrando 2011 com 9,5 milhões de passageiros transportados, contra 4,4 milhões em 2010. A companhia encerrou o ano passado como a terceira maior do setor, com 6,05% do mercado doméstico em dezembro e um crescimento na demanda de 103,53% em relação a 2009.

Expansão. Nos novos destinos, a Azul inicialmente usará aviões turboélices ATR 72-200, arrendados até que modelos ATR 72-600 que foram encomendados fiquem prontos e sejam certificados. A companhia encomendou 40 aviões desse modelo, sendo 20 encomendas firmes e 20 opções, num contrato estimado em US$ 850 milhões, anunciado em julho do ano passado.

A Azul deverá receber o primeiro avião ATR 72-600 em outubro. Até o fim do ano, deverão ser entregues duas ou três aeronaves, de acordo com Neeleman.

Os ATRs consomem aproximadamente 40% menos combustível que um jato do mesmo porte. A estratégia da empresa é usar os turboélices em rotas que ligam cidades do interior, "alimentando" os demais voos entre grandes cidades, que continuarão sendo servidos por jatos. Os ATRs encomendados têm capacidade para 70 passageiros.

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