Azul vai criar frota de aviões cargueiros

A Azul Linhas Aéreas terá três aviões cargueiros operando dentro de 12 meses para reforçar a operação de seu braço de encomendas, a Azul Cargo, que acabou de completar um ano de atuação. Segundo a companhia, ainda não está decidido que modelos de aviões serão utilizados, mas a capacidade de cada um pode variar de 7 a 25 toneladas, de acordo com a demanda do mercado nacional. As novas aeronaves, na verdade antigos aparelhos de passageiros adaptados à operação de carga, vêm para reforçar o segmento que hoje representa 3% do faturamento da Azul. Por enquanto, a atuação da companhia em cargas se limita à utilização dos porões dos aviões de passageiros. Segundo seu presidente, Pedro Janot, a Azul contabilizará 26 aeronaves ao fim de 2010, cinco a mais do que o inicialmente previsto, apurou o repórter Fernando Scheller.

Clayton Netz, clayton.netz@grupoestado.com.br, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

A operação de cargas da empresa hoje atinge 2,2 mil municípios, ou o equivalente a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Até o fim do ano, a meta é chegar a 3,5 mil cidades, com influência numa área que concentra 90% das riquezas geradas no País. Hoje, a Azul Cargo conta com 32 lojas: até o fim do ano, serão pelo menos 50. Para reforçar sua atuação no segmento, a companhia lançou ontem um novo produto, o Azul Cargo 10. O conceito é o mesmo do Sedex 10, dos Correios, em que a entrega é garantida até as 10h do dia seguinte ao do despacho da encomenda. A empresa também oferece aos clientes uma modalidade que garante a entrega da encomenda nas mãos do destinatário até duas horas depois do momento do pouso do avião que transporta o pacote.

de aviões cargueirosAinda como parte da estratégia de sinergia entre as operações de passageiros e de encomendas, a Azul iniciará a ligação por ônibus do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com Congonhas, em São Paulo. Serão 11 frequências diárias, a partir de 13 de setembro, com traslado de passageiros e transporte da encomendas da Azul Cargo.

Sobre a possibilidade de os Correios iniciarem uma operação própria de transporte aéreo de cargas, a companhia pondera que essa necessidade se desenha porque os parceiros da estatal não vêm conseguindo cumprir prazos, especialmente os relacionados ao serviço Sedex 10. Entretanto, de acordo com Gianfranco Beting, diretor de marca da Azul, essa não seria a melhor alternativa para solucionar o problema. "Nenhum país teve sucesso na criação de uma empresa pública para transporte aéreo de encomendas", afirmou Beting

Sobre a fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, Janot disse que inicialmente vê nas sinergias nos voos internacionais como as mais evidentes para a nova Latam num primeiro momento, embora admita que elas também existam no setor de cargas e de transporte doméstico de passageiros. Segundo ele, seguir os passos da TAM e da LAN não está no radar da Azul. "A aviação comercial é um mercado competitivo, mas mostramos que existe vida fora dos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Congonhas e Galeão", afirmou Janot. "Estamos dentro do planejamento, nossos investidores estão satisfeitos e têm os bolsos fundos."

COMPRAS COLETIVAS

1 milhão

de internautas se cadastraram no site Peixe Urbano, o maior de compras coletivas do País, desde sua inauguração, em março deste ano, e obtiveram descontos em produtos e serviços que somaram R$ 20 milhões

INDÚSTRIA

Tigre cresce mais no

exterior que no Brasil

Com o aquecimento dos mercados imobiliário e de infraestrutura no País, era de se esperar que as vendas da Tigre, líder na fabricação de tubos e conexões em PVC no Brasil, empinassem. De fato, a empresa cresceu 29% no volume de vendas domésticas no primeiro semestre do ano sobre 2009. Mas o que surpreendeu mesmo a direção da empresa de Joinville foi o crescimento de 35% das operações internacionais, no período. Com fábricas em 12 países (11 na América do Sul e uma nos Estados Unidos), o setor externo da Tigre dobrou de tamanho de 2004 para cá e hoje responde por 25% do faturamento da empresa, que deve chegar a R$ 2,6 bilhões. Para atender a demanda aqui e lá fora, a Tigre está investindo R$ 200 milhões no aumento da capacidade produtiva e no lançamento de novos produtos - foram 130 itens neste ano.

HOTELARIA

GJP abre quatro hotéis no Sul e NE

A gaúcha GJP Hotéis, do empresário Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da operadora de turismo CVC, vai incorporar mais quatro operações ao seu portfólio, aumentando para 11 o número de hotéis que administra. Os empreendimentos somam investimentos de R$ 117 milhões. Dois deles estão localizados no Rio Grande do Sul e foram financiados pelo Investidores Associados, um grupo de 25 empresários da região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O hotel Viverone, de Bento Gonçalves, tem previsão de inauguração em dezembro. Já o Viverone, de Porto Alegre, está em fase inicial de construção e deve começar a operar em 2012. Ambos estão fortemente focados na hotelaria de negócios. "Começamos atuando no nicho de hotéis de lazer e agora caminhamos para o aquecido mercado executivo", diz Baltazar Saldanha, presidente da GJP.

HOTELARIA 2

Receita de R$ 130 mi

No Nordeste, os dois novos hotéis que passam a ser geridos pelo GJP são o Meridiano, na praia de Pajuçara, em Maceió (AL), a partir de dezembro, e o Salvador Hotel, antigo Hotel Tropical, na capital da Bahia, adquirido pela GJP, que investiu R$ 15 milhões em recursos próprios para reformar o imóvel. Com as novas operações, a expectativa da empresa é aumentar seu faturamento em 45% em 2010, para R$ 80 milhões, e chegar a R$ 130 milhões no próximo ano.

PARCERIA

L+M Gets analisa postos de saúde de BH

A L+M Gets, empresa paulista de gestão de espaços e tecnologias em saúde, está participando de uma Parceria Público-Privada (PPP) da Prefeitura de Belo Horizonte com o International Financial Centre da PricewaterhouseCoopers, que vai definir quais dos 147 postos de saúde da cidade precisam ser remodelados. O projeto, orçado em cerca de R$ 3 milhões, terá duração de oito meses. A previsão inicial é de que pelo menos 80 postos de saúde da capital mineira precisam de reformas. A L+M Gets, que tem em seu portfólio clientes como o hospital paulistano Sírio-Libanês e o Hospital Comunitário de Juruti, no Pará, construído pela Alcoa, administra ativos de R$ 110 milhões e deve faturar R$ 21 milhões em 2010.

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