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B2W deve passar a vender calçados e roupas em junho

De acordo com fornecedores, operação de moda da empresa dona dos sites Submarino e Americanas.com está quase pronta

VANESSA STECANELLA, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2013 | 02h12

A operação de moda da B2W, controlada da Americanas que administra os sites Americanas.com, Submarino, Shoptime e Ingresso.com, está quase pronta, segundo fontes. Especialistas e fornecedores de e-commerce contam que a empresa já tem parcerias firmadas para iniciar a venda de roupas e calçados no máximo a partir de junho.

Em novembro passado, durante teleconferência com analistas, o diretor de Relações com Investidores da B2W, Fabio Abrate, revelou os planos da companhia no segmento de vestuário para este ano. "Vamos entrar com força nas categorias de roupas e calçados em 2013", afirmou o executivo. Procurada, a companhia se limitou a manter as informações já divulgadas.

De acordo com a consultoria e-bit, a categoria "Moda e Acessórios" foi a segunda mais procurada pelos consumidores em 2012, respondendo por 12,2% do faturamento total, atrás apenas de "Eletrodomésticos" (12,4%). Em terceiro lugar ficou "Saúde, beleza e medicamentos", com 12%, seguido de "Informática" (9,1%) e "Casa e Decoração" (7,9%). No ano passado, o e-commerce brasileiro faturou R$ 22,5 bilhões, uma alta nominal de 20% em relação a 2011.

Pedro Guasti, executivo do BuscaPé e diretor-geral da e-bit, avalia que o interesse em nichos específicos dentro do e-commerce vem crescendo em função do aumento do acesso dos brasileiros à internet. Segundo ele, o último levantamento da e-bit aponta que homens e mulheres estão praticamente empatados no quesito acesso, com ligeira maioria para o sexo feminino (50,1%). Quanto aos novos entrantes no setor, a diferença é maior: as mulheres representam 56,7% e os homens, 43,3%.

Expansão. No geral, os profissionais do setor acreditam que o crescimento do acesso das mulheres vai elevar o interesse das empresas no segmento de moda, que vem crescendo exponencialmente ano a ano conforme os dados da e-bit. "Prova do potencial feminino no e-commerce é o crescimento de operações como Dafiti, OQVestir e Coquelux", observa Eduardo Kyrillos, CEO da S2G Soluções para e-commerce.

Portanto, não é difícil entender por que empresas como a B2W estão apostando nesse nicho. Outra grande varejista que investiu no segmento de moda foi a Nova Pontocom, empresa de e-commerce do Grupo Pão de Açúcar que passou a vender vestuário, acessórios, lingerie e calçados pelo Extra.com. O serviço, lançado propositalmente no Dia Internacional da Mulher, levou aos consumidores a nova coleção Inverno 2013 do Extra.

Manuela Artigas, sócia da Prática Bens de Consumo e Varejo da McKinsey, acredita que até 2017 mais de 90% da população terá algum tipo de acesso à internet. Atualmente, menos de 50% dos 194 milhões de brasileiros tem contato com a internet. "A expectativa é que o comércio online cresça 25% ao ano até 2020 e responda por 6% do varejo total", conta.

Entre 2008 e 2012, o total de consumidores que compram online passou de 13,2 milhões para 42,2 milhões. Isso significa que um em cada cinco brasileiros já adquiriu algum tipo de produto ou serviço pela internet. Desse montante, a maioria é formada por pessoas da classe C: 37%.

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