Suamy Beydoun/Agif/31/03/2017
Suamy Beydoun/Agif/31/03/2017

B3 lança novos produtos e indica maior proximidade com o mercado

Novos produtos visam cortar custos e sofisticar a oferta aos clientes do mercado de ações local

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2018 | 10h02

A B3, a Bolsa paulista, apresentou nesta terça-feira, 4, em evento a clientes, novos produtos que fazem parte do projeto de entregas já anunciado pela companhia, que ocorrerão até o fim de 2019. Na próxima segunda-feira, dia 10, serão lançados o 'Mini Opções de Dólar', 'Futuros de moedas negociados em dólares dos Estados Unidos', 'Contrato de Opções sobre Futuros de DI', 'Contratos Futuros de Ações e Units' e 'Microcontrato Futuro de S&P 500'.

Atendendo demanda do mercado, a B3 mostra, um ano e meio após a fusão entre BM&FBovespa e Cetip, maior proximidade com o mercado, item prometido com a combinação dos negócios das companhias.

Dentre os produtos apresentados na manhã desta terça-feira, o superintendente de Equities da B3, Marcos Skistymas, apresentou os contratos de futuros de moedas negociados em dólar. Segundo ele, atualmente esse produto na Bolsa é contra o real, o que obriga o investidor a ter que realizar dois contratos, visto que sua preferência é ter exposição contra o dólar. Com isso, um dos efeitos, segundo Skistymas, será redução de custos.

Outro produto será a opção mini de dólar, que tem ainda como objetivo trazer de volta liquidez que migrou ao longo dos últimos anos para o mercado offshore. Hoje, de acordo com o superintendente da B3, o mercado responde por 25% do registrado em 2008. Com o mini de dólar, a ideia ainda é aumentar o leque de investidores, trazendo a pessoa física. Ao passo que a opção de dólar tem o valor de US$ 50 mil, no mini é de US$ 10 mil.

Já o lançamento do futuro de ações visa à atender uma demanda do mercado diante do crescimento observado em importantes mercados globais. Dentre as utilizações desse novo produto está a possibilidade de realização de hedge, a viabilidade de novas estratégias, arbitragem e, ainda, a utilização para operações estruturadas.

Com o minicontrato futuro de S&P, um dos objetivos foi de complementar o portfólio da casa e, ainda, sofisticar o mercado local. A Bolsa já possui hoje o contrato futuro do S&P, feito em parceria com o CME Group. Charles Farra, diretor executivo de Desenvolvimento de Mercado Internacional da CME, com foco em America Latina, destaca que esse lançamento feito no âmbito da parceria é um marco para a B3 e dará acesso a uma maior gama de investidores. "Nossa parceria tem dez anos e esperamos por muitos mais anos de sucesso e para mais produtos de listagem cruzada (cross listed)", disse.

A CME tinha uma participação acionária na BM&FBovespa, posição que foi desfeita após a fusão com a Cetip. A BM&F também tinha uma participação na CME,  fatia que foi vendida para fazer liquidez no âmbito da compra da Cetip, desembolso realizado no ano passado.

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