Bacalhau, pera e kiwi mais caros

Distribuidores já repassam alta do dólar

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h05

O aumento do dólar deve se refletir nos próximos dias em preços mais caros nos alimentos importados vendidos na Ceagesp, maior rede pública de armazéns do Estado de São Paulo, e no Mercado Municipal de São Paulo. "A tendência é de alta, na hora de renovar os estoques", afirmou o economista da Ceagesp, Flávio Godas. "Estávamos em uma tendência de baixa nos preços e agora o quadro se inverteu", disse ele.

Das 5 mil toneladas de frutas recebidas diariamente pelo entreposto, 750 toneladas são importadas. Estes itens representaram, neste ano, 15% do total de frutas comercializadas, um crescimento significativo em relação aos anos anteriores, em que a participação variava entre 8% e 10%.

Os produtos que devem subir são os que não têm similares nacionais, caso da pera importada dos EUA, da Argentina e de Portugal. Outra fruta que deve encarecer é o kiwi, importado da Itália e da Nova Zelândia. Uvas, pêssegos, ameixas e maçãs podem ser trocadas por frutas nacionais.

"Já estamos com um prejuízo nas mercadorias compradas anteriormente cujas faturas estão vencendo agora", reclama o dono da Cris Fruit, Jaime Loureiro Júnior. Ele conta que o aumento está sendo repassado gradualmente para o consumidor. No mercado municipal, aqueles que ainda têm produtos em estoque pretendem manter os preços antigos. O bacalhau terá aumento de 10%, previsto para esta quinta-feira, quando chega um novo carregamento.

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