Bacia de Campos já passou seu ápice de produção, diz Petrobrás

Estatal investirá US$ 710 milhões para aumentar eficiência da unidade de Campos no Rio

Sabrina Valle, da Agência Estado,

21 de novembro de 2012 | 11h46

A gerente-executiva de Engenharia de Produção de Exploração e Produção (E&P) da Petrobrás, Solange Guedes, afirmou nesta quarta-feira que "a Bacia de Campos (unidades mais maduras) já passou de seu ápice de produção, isso é fato".

Já o gerente-geral da Unidade Operacional Rio de Janeiro, Eberaldo de Almeida Neto, comentou que as bacias maduras têm potencial declinante. Segundo ele, a eficiência representa o quanto se consegue extrair deste potencial. "Queremos melhorar a eficiência", disse.

Segundo Solange, os US$ 710 milhões que serão investidos no Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef) da Unidade Rio de Janeiro da Bacia de Campos gerarão retorno de até US$ 2,2 bilhões. De acordo com ela, é um investimento preventivo e de sustentação da produção que gera resultados.

A Unidade Rio de Janeiro responde por 47% da produção em áreas mais novas. A mais antiga tem 12 anos. A unidade tem 91% de eficiência e tem como meta chegar a 94% em 2016.

A Unidade Bacia de Campos, por sua vez, responde por 24% da produção em plataformas mais antigas. A partir de 2009, houve queda da eficiência, chegando a 70%. Com o programa, hoje a eficiência já subiu a 72%. O Proef, neste caso, visa recuperar a produção.

Manutenção

Segundo Eberaldo Neto, as paradas para manutenção da Petrobrás vão acontecer a partir de agora a cada três anos. Antes, era avaliado caso a caso, e não havia cronograma estabelecido. Segundo ele, o objetivo é tornar as paradas mais previsíveis para a empresa e para o mercado, o que pode reduzir seu tempo. As paradas devem ser em média de 15 dias.

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