Bacia de Santos deve antecipar produção de gás

Está em estudo na Petrobras a antecipação do início da produção de gás na Bacia de Santos. O responsável gerente geral da Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos, José Luiz Marcusso, afirmou nesta terça-feira à Agência Estado, que nesta semana serão feitas reuniões para tratar do assunto. Porém, Marcusso faz questão de ressaltar que tanto o estudo para a antecipação do cronograma como as reuniões de trabalho já estavam em andamento. "Estamos avaliando a possibilidade de antecipação independentemente do processo de nacionalização das reservas na Bolívia", disse.Inicialmente, o cronograma prevê a produção de 8 a 9 milhões de metros cúbicos diários a partir de 2008, com a instalação da plataforma de Mexilhão. No final de 2010, a estimativa é de que a produção chegue a 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.A Petrobras ainda não sabe se será possível antecipar o cronograma da Bacia de Santos e nem em quanto tempo. "É difícil responder estas questões sem termos o estudo concluído", explicou. A previsão é que esse trabalho esteja pronto ao longo do primeiro semestre. Quanto a busca de outras alternativas ao gás boliviano, Marcusso afirmou que existem vários estudos na empresa, mas ainda é prematuro falar sobre o tema.Na Bacia de Santos estão previstos US$18 bilhões de investimentos em 10 anos. Na média, seria US$1,8 bilhão ao ano, mas a maior parte ficará mesmo concentrada entre 2007 e 2011, no período de construções das 10 plataformas, no mínimo, previstas para o projeto. O problema é que não basta apenas antecipar investimentos, a estatal é obrigada a fazer processo de licitação para a construção das plataformas. Além da questão burocrática existem vários aspectos técnicos que precisam ser levados em conta. Decreto No dia mundial do Trabalhador, o presidente da Bolívia, Evo Morales, divulgou o decreto que nacionaliza as reservas de gás e petróleo do país e determinou a tomada de campos de produção das multinacionais, incluindo da Petrobras, pelo exército boliviano. De acordo com o documento, a Yacimentos Petrolíferos Fiscales da Bolívia (YPFB) assumirá 50% mais um das ações das filiais das empresas estrangeiras.

Agencia Estado,

02 de maio de 2006 | 11h26

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