Bacia do Paraná pode ter óleo

ANP viu indícios de petróleo e gás entre São Paulo e Goiás

Gustavo Porto, RIBEIRÃO PRETO, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2009 | 00h00

Avaliação feita pela Agência Natural do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na Bacia do Paraná apontou indícios de petróleo e gás entre as cidades de Ribeirão Preto (SP) e Rio Verde (GO). Nessa faixa foi encontrado "um derramamento de basalto", cuja estrutura rochosa está ligada à prospecção dos combustíveis. "Encontramos indícios que são muito positivos para a região, vinculados ao petróleo e gás", disse o diretor da ANP Allan Kardec Duailibe. O basalto foi constatado em um levantamento aerogravimétrico - avaliação da estrutura interna do solo por meio de aviões com auxílio de um instrumento que avalia a diferença de gravidade interna abaixo da terra. "Há indícios de basalto, que está vinculado à possibilidade de ter petróleo e gás na Bacia do Paraná e aqui na região (de Ribeirão Preto) há fortes indícios", ratificou Duailibe, que esteve na cidade para participar do projeto ANP Itinerante. A partir de agora, a ANP fará levantamentos em campo e, em seguida, dependendo dos estudos, fará uma perfuração experimental. Paralelamente, deve preparar, possivelmente para o próximo ano, segundo Duailibe, um leilão de blocos que forem destacados na região. "Esperamos que até o ano que vem o leilão aconteça, após os estudos técnicos", disse o diretor. Com 1,1 milhão de quilômetros quadrados, a Bacia do Paraná fica localizada no continente entre o Sul e o Centro-Oeste do Brasil e, pelo fato de o Brasil ter privilegiado a exploração de petróleo e gás no mar, seu potencial ainda é praticamente desconhecido. Os estudos da ANP para a avaliação da região estão orçados em R$ 100 milhões. Entre os blocos já destacados na região, já foi encontrado gás no Campo de Barra Bonita, no Paraná, mas todas as dez rodadas da ANP feitas para a exploração em outros blocos na região fracassaram. No ano passado, a empresa argentina STR arrematou o bloco PAR-T-323, mas desistiu de pagar o R$ 1,2 bilhão pela área por causa da crise mundial.

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