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Baixa competitividade da América Latina é estrutural, avalia Fórum Econômico

Diferenças estruturais e institucionais fazem com que a economia do Sudeste Asiático cresça mais que a da América Latina dois pontos porcentuais por ano, segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial. São contrastes, por exemplo, relacionados à segurança dos direitos de propriedade, o peso da regulação nos negócios, a incerteza dos contratos e inabilidade do setor financeiro em conceder crédito.As informações constam do Relatório de Competitividade Mundial do Fórum, que será usado como base para as discussões da Cúpula de Negócios da América Latina 2002. O evento começa nesta quarta-feira e vai até sexta-feira num hotel do Rio.O relatório traz várias comparações do continente com outras regiões do mundo. Enquanto na América Latina são necessários 13,5 passos para abrir um negócio, levando em média 93 dias, no resto do mundo são, em média, 9,6 passos com 58 dias de prazo. Ou seja, leva-se mais de um mês para abrir um negócio aqui em relação a outras regiões do mundo.A média de dias para a liberação de mercadorias na alfândega dos portos é de 10 no Brasil, mais próxima dos 12 dias da média africana que dos 7,1 da América Latina e Caribe. No Leste da Ásia e no Pacífico, a média é de 5,6. Na Europa Ocidental é de 4 e na América do Norte é de 3,5 dias.O total de crédito na economia corresponde a 76% do PIB nos países industrializados, 44% do PIB no Sudeste Asiático e 24% do PIB na América Latina.O relatório mostra que o perfil das exportações brasileiras foi um dos que mais evoluiu na região nas últimas décadas, junto com o México. Em 1965, 91,6% das exportações brasileiras eram de produtos primários e esse porcentual caiu para 39,5% em 2000. No mesmo período, os manufaturados passaram de 7,7% da pauta para 58,5%. Entre 1994 e 2000, os produtos de alta tecnologia exportados cresceram de 2,6% para 10,9% do total de vendas ao exterior.Em tecnologia, porém, o Brasil vai mal na comparação de registro internacional de patentes, em que perde não só para países desenvolvidos, mas para países como Venezuela e Argentina.A média de anos de educação da população latino-americana é de apenas 5,4, contra 8,1 no Sudeste Asiático e 11,1 nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na OCDE, a contribuição do setor privado para a educação corresponde a 1,2% do PIB. Na Coréia, chega a 2,9%. No Chile, alcança 2,7%. Mas na média da América Latina o setor privado só entra com 0,5% do PIB.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 19h49

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