Baixa renda representa 20% do mercado de cartão de crédito

A população de baixa renda representa 20,6% do mercado brasileiro de cartões de crédito. Em 1999, esta faixa de renda representava apenas 9,8%. O crescimento é resultado das investidas das empresas do setor e dos bancos nesta camada da população, após constatarem a quase saturação dos cartões nas classes mais elevadas. Isto ocorreu há cerca de três anos e focou principalmente as pessoas com renda de até 10 salários mínimos. O resultado foi a duplicação do número de cartões nas classes C, D e E. Um estudo da MasterCard, com base em dados do Ibope e da ACNielsen, revela que é está na população mais pobre a maior oportunidade de expansão do mercado. Nas classes A e B, o desafio das empresas é apenas manter os clientes e evitar que eles troquem de bandeiras ou emissores.As famílias de baixa renda representam hoje 85% da população, mas apenas 52% do consumo privado, o que significa cerca de R$ 370 bilhões por ano. São 39 milhões de domicílios e 77 milhões de habitantes que vivem em zonas urbanas, o alvo das empresas de cartão. Em média, os pagamentos eletrônicos ? cartão de crédito, débito ou cartão de loja ? respondem por 6% dos meios de pagamento utilizados por esta população. O instrumento mais usado ainda é o dinheiro, com 73% de participação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.