Baixa umidade gera proibição de queima de cana em SP

Com a umidade relativa do ar abaixo dos 20% em várias regiões paulistas, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) proibiu a queima da palha da cana-de-açúcar, necessária para a colheita manual da cultura, em qualquer hora do dia em praticamente todo Estado. Apenas no sul paulista e nas microrregiões canavieiras de Ribeirão Preto, Marília, Jaú e Bauru a queima segue autorizada entre as 20 horas e as 6 horas.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

23 de agosto de 2010 | 13h52

Todos os municípios das 25 microrregiões monitoradas pela Cetesb registraram umidade média abaixo de 20% entre as 12 horas e as 17 horas de ontem, o que levou o órgão da Secretaria do Meio Ambiente a suspender a queima entre as 20 horas de ontem (dia 22) e as 6 horas de hoje (dia 23). A queima da palha de cana em todo o Estado de São Paulo já é proibida até 30 de novembro entre as 6 horas e as 20 horas, mas quando a umidade média cai abaixo dos 20%, no período avaliado pela Cetesb, ela é suspensa durante o dia inteiro, de acordo com a medição feita em cada região.

Ribeirão Preto registrou ontem umidade mínima de 13% entre 14 horas e 15 horas, mas, segundo a Cetesb, no período considerado para a proibição ou não da queima da cana, a umidade média foi de 20%. A temperatura na cidade paulista atingiu ainda 34,8 graus Celsius de máxima. Em microrregiões vizinhas, como Franca e São Joaquim a Barra, a queima da cana foi proibida pela Cetesb.

De acordo com a Cetesb, a previsão é de que a baixa umidade nas regiões produtoras de cana-de-açúcar de São Paulo ainda permaneça ao menos até setembro, o que deve levar a companhia a manter a proibição da queima em algumas regiões do Estado durante todo o dia.

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