Baixada Santista cresce no embalo das descobertas do pré-sal

Região metropolitana que reúne nove cidades atrai profissionais que há décadas moravam fora do Brasil

KÁTIA LOCATELLI , ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTOS, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2012 | 02h05

A Baixada Santista, no litoral paulista, cresce mais do que o Brasil. O conjunto de nove cidades da região apresentou uma das maiores expansões do Produto Interno Bruto (PIB) per capita do País entre 1990 e 2012. O salto foi de 51% ante 42% no Brasil, de acordo com o IBGE.

No emprego, houve aumento de 42% na Baixada ante 37% no País. E a participação de nascidos fora do Estado na economia regional passou de 14% para 25%. Ou seja, a Baixada passou a importar mão de obra. Todos esses dados foram compilados pela Brookings Institution.

Em parte, o crescimento superior à média nacional é explicado pelas descobertas do pré-sal, como comprova a história de Agnaldo Maciel de Castro. Depois de passar 33 de seus 46 anos nos Estados Unidos, ele fez o caminho de volta, atraído pelas oportunidades de emprego que o pré-sal (e também o Porto de Santos) podem oferecer.

"Lá (nos Estados Unidos) chegam notícias de boas perspectivas", disse. Mas, apesar da crise americana, que ainda "está forte", Castro estava bem colocado na sua área. "Larguei o trabalho e voltei para cá. Gosto de aventura e desafios." Ele é formado em administração de empresas pela LeTourneau University, em Tyler, no Estado do Texas.

O prefeito eleito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), reconhece que o crescimento decorrente das descobertas do pré-sal tem sido importante. "Em 2006, quando a Petrobrás instalou seu primeiro escritório, eram quatro pessoas trabalhando. Hoje, são mais de mil e a previsão para 2018 é de 6 mil empregos diretos."

Ele observa, porém, que é preciso investir fortemente em qualificação para que os empregos ofertados sejam preenchidos por profissionais da própria região. "Vamos trazer mais cursos técnicos, maior oferta de vagas na USP, o Parque Tecnológico", promete ele, que toma posse na semana que vem.

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