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Baixo consumo de energia pode encarecer seguro-apagão

O consumo de energia abaixo das previsões feitas pelo governo pode aumentar o valor do seguro-apagão que vem sendo pago desde março nas contas de luz. Segundo o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Eduardo Ellery, o gasto de energia tem sido de 5% a 10% menor do que o previsto no início do ano pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE).Como o seguro-apagão, de R$ 0,0049 por quilowatt, é cobrado sobre o montante de energia consumida, a arrecadação pode ser inferior à necessária para pagar o aluguel das usinas emergenciais, contratadas para ser acionadas em períodos de crise de energia. Esse valor será revisto até o fim do mês, de acordo com resolução da Aneel que estabelece avaliação a cada três meses.O diretor não soube prever se o valor do seguro-apagão será maior ou menor porque existem outros fatores considerados na revisão. ?Podemos nos surpreender, pode ser para baixo?, observou. Ele disse que algumas usinas emergenciais estão atrasadas e, por isso, não receberão o aluguel, o que pode aliviar o caixa da Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), empresa criada para administrar essas térmicas. Ellery disse que a Aneel não errou no cálculo do seguro-apagão que determinou o valor de R$ 0,0049 por quilowatt consumido.TermelétricasA Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE) informou que 22 usinas de um total de 58 termelétricas do programa de energia emergencial, com capacidade de geração plena, já estão prontas e outras duas estão parcialmente concluídas.Estas 24 usinas somam 314,5 MW de potência. As 34 usinas restantes, com geração total de 1.839 MW, ainda estão em fase de implantação. Contratualmente, todas as 58 termelétricas, com potência total de 2.153,6 MW, teriam de estar prontas em 1º de julho.Mas, segundo a CBEE, cinco dessas usinas, com capacidade conjunta de geração de 403,9 MW, apresentam atrasos no cronograma de implantação e estarão prontas somente no segundo semestre deste ano.As usinas contratadas pela CBEE somente poderão receber pela energia quando a fiscalização da Aneel comprovar a disponibilidade de operação em plena capacidade.

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