Baixo crescimento do PIB mexe com projeções do mercado

A divulgação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre, que ficou em 0,5%, nesta quinta-feira fez com que os economistas de algumas instituições financeiras revisassem para baixo as projeções para o PIB de 2006, enquanto outros decidiram manter as últimas previsões. O resultado ficou no piso das expectativas de mercado apuradas pelo AE-Projeções, que variavam de 0,5% a 1%, com mediana em 0,75%. O número divulgado nesta quinta é o mais baixo desde o terceiro trimestre de 2005, quando houve retração de 1,2%.Veja abaixo algumas opiniões dos economistas após o resultado desta quinta-feira:"O crescimento de 3,0% em 2006 começa a ficar sub judice. Os antecedentes de julho e agosto não mostram que o terceiro trimestre será forte". Sandra Utsumi, economista-chefe do BES Investimento "O resultado do PIB do segundo trimestre, divulgado esta manhã, nos surpreendeu e vamos revisar nossa previsão para baixo, para algo mais perto de 3%. Será inevitável e esta não é uma boa notícia para o médio prazo". "É um efeito estatístico: no acumulado de 12 meses o crescimento é de 1,7% e para chegar a uma expansão de 3% ao final do ano será preciso um crescimento médio de 4% nos próximos trimestres. O BC vai ter que aceitar que o crescimento deste ano é mais para 3% do que para 4%". José Luciano da Costa, da equipe de economistas da Unibanco Asset Management "Acho que alguns analistas possam revisar os números até para abaixo de 3,00% este ano, mas ainda é cedo para afirmar isso e ainda acredito em uma taxa de crescimento acima de 3%. O próprio IBGE citou uma série de fatores pontuais que influenciaram os números do segundo trimestre, como a greve dos auditores da Receita Federal". Fernanda Batolla, da equipe de economistas da Hedging-Griffo Asset Management "Nossa previsão continua a mesma, que é um crescimento da ordem de 4% para este ano. A não-redução do ritmo de queda da Selic deverá colaborar (no crescimento nos próximos trimestres), apesar de sabermos que há uma defasagem de tempo para a política monetária ter efeito sobre a economia" Walter Machado de Barros presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) em São Paulo"Em um cenário menos favorável, o crescimento será menor". Técnicos da Confederação Nacional da Indústria

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