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Baixo nível de desemprego é histórico, diz Coutinho

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que o desemprego no Brasil está em níveis historicamente baixos. Em sua avaliação, o resultado é fruto do trabalho do governo nos últimos anos, com foco na melhoria do crescimento do País, com inclusão social. "A economia brasileira se aproxima do pleno emprego", afirmou Coutinho, em palestra durante o primeiro Fórum do Mercado de Capitais Brasil-China, promovido pela BM&FBovespa, em São Paulo.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2011 | 10h43

Segundo o presidente do BNDES, o Brasil apresentou uma expansão vigorosa no ano passado, estimada em 7,5% pelo Ministério da Fazenda, e agora "precisa desacelerar um pouco". De acordo com Coutinho, a demanda agregada cresceu entre 10% e 10,5% em 2010.

Inflação

Coutinho ressaltou que o governo não vai permitir o efeito de propagação da inflação no Brasil, que está sendo influenciada pela alta internacional dos preços das commodities (matérias-primas). "A presidente Dilma (Rousseff) quer convergência da inflação à meta", disse Coutinho.

Em sua avaliação, a manutenção dos investimentos pelo governo é a estratégia mais adequada para conter a alta dos preços no longo prazo. Coutinho ressaltou que o governo está empenhado em desacelerar um pouco o nível de atividade interno, reduzir gastos correntes - especialmente com o corte de US$ 50 bilhões no Orçamento - e manter investimentos. "Essa foi mais ou menos a estratégia chinesa: aumentar poupança e investimentos para gerar crescimento de longo prazo", destacou.

O presidente do BNDES ressaltou que os empresários brasileiros e internacionais estão confiantes na perspectiva de expansão do País nos próximos quatro anos, o que permite desenhar um cenário "muito favorável" para a continuidade da ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos).

Câmbio

O presidente do BNDES afirmou ainda que "o câmbio chegou ao limite do desconforto para a economia", embora não tenha citado qualquer cotação que seria limite para intervenções mais intensas no mercado. Para conter a volatilidade da cotação da moeda brasileira em relação ao dólar, o governo vem adotando diversas medidas, como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em renda fixa. "O governo está sendo bem sucedido para lidar com o câmbio", disse.

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