Balança comercial de janeiro foi atípica, diz Barral

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse hoje que o resultado da balança comercial em janeiro, que teve um superávit de apenas US$ 944 milhões, foi atípico por causa da redução da atividade industrial no mês. Com isso, as exportações cresceram 20,9% em relação a janeiro de 2007, enquanto as importações subiram 45,6%.Nos primeiros dias de fevereiro, o crescimento das exportações, embora continue menor que o das compras internacionais, está mais perto do desempenho das importações. Barral disse que as indústrias fizeram grandes importações de insumos em janeiro para recompor seus estoques aproveitando o momento de incerteza do mercado mundial e a taxa de câmbio favorável. Por outro lado, as importações só não foram maiores por que houve redução da importação de petróleo por conta da queda no ritmo da atividade industrial.Ele disse que a expectativa para o ano é de que as exportações cresçam 11%, porcentual equivalente ao dobro da previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o comércio mundial este ano. Ele ressaltou, entretanto, que essa estimativa depende da concretização ou não de uma crise econômica mundial e do "tamanho desta besta".FevereiroSegundo os dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações totalizaram US$ 2,784 bilhões nas duas primeiras semanas de fevereiro (quatro dias úteis), com média diária de US$ 696 milhões. As importações somaram US$ 2,048 bilhões, com média diária de US$ 512 milhões. O superávit comercial acumulado em fevereiro é de US$ 736 milhões. A corrente de comércio foi de US$ 4,832 bilhões. Houve um aumento das exportações, pela média diária, de 23,7% em relação a fevereiro de 2007, enquanto o incremento das importações foi de 27,5%.No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 16,061 bilhões, com alta de 7,7% na comparação com igual período do ano passado, e as importações somam US$ 14,381 bilhões, expansão de 26,8%. O superávit comercial no ano é de US$ 1,680 bilhão, uma queda 52,9% em relação a igual período do ano passado.

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