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Balança comercial tem superávit de US$ 58,298 bi em 2018, recuo de 13% ante 2017

Apesar de redução no superávit, saldo positivo da balança comercial foi o segundo maior da série histórica iniciada em 1989

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2019 | 14h30

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 58,298 bilhões no ano de 2018. O dado foi divulgado nesta quarta-feira, 2, pela Secretaria de Comércio Exterior do novo Ministério da Economia. O superávit comercial total de 2018 é 12,9% menor do que o registrado no ano anterior, quando registrou saldo positivo de US$ 66,989 bilhões. Na média diária, o superávit caiu 13,3% na mesma base de comparação.

Mesmo assim, a performance anual foi a segunda mais forte da série histórica iniciada pelo governo em 1989, com as exportações registrando o maior nível dos últimos cinco anos e as importações atingindo o maior valor desde 2014. 

No mês de dezembro, o saldo positivo do comércio exterior somou US$ 6,639 bilhões, com exportações que somaram US$ 19,556 bilhões e superaram com folga as importações, que alcançaram US$ 12,917 bilhões.

Em todo o ano de 2018, as exportações somaram US$ 239,523 bilhões, aumento de 9,6% na comparação com a média de 2017. Já as importações chegaram a US$ 181,225 bilhões, aumento médio de 19,7% na mesma comparação.

O resultado do ano ficou ligeiramente acima da mediana das previsões coletadas pelo Projeções Broadcast, calculada em US$ 57,2 bilhões. As estimativas variavam de US$ 48,9 bilhões a US$ 60,4 bilhões. O resultado do mês superou o teto do intervalo das estimativas (de US$ 4,47 bilhões a US$ 5,80 bilhões, com mediana de US$ 5,333 bilhões).

Exportações atingem maior patamar desde 2013

 As exportações brasileiras alcançaram o maior patamar desde 2013, quando os embarques alcançaram US$ 242,033 bilhões. Entre os grandes grupos de bens e mercadorias, os embarques cresceram 17,2% entre os itens básicos e aumentaram 7,4% nos manufaturados. No grupo de semimanufaturados, ao contrário, houve queda de 3,1% das exportações.

Dados apresentados pela Secretaria de Comércio Exterior do novo Ministério da Economia mostram que o embarque de produtos básicos aumentou em 17,2% na comparação com o ano passado, para US$ 118,891 bilhões. Já o embarque de manufaturados aumentou em 7,4%, para US$ 86,576 bilhões. As vendas de semimanufaturados, por outro lado, caíram 3,1%, para US$ 30,587 bilhões no acumulado do ano.

Entre os grandes destaques do ano, a exportação de petróleo em bruto saltou 48%, o farelo de soja aumentou 34,1% e soja em grão cresceu 28,9%. Nos manufaturados, o embarque de partes de motores/turbinas para aeronaves aumentou em 117,3%, óleos combustíveis saltou 116,3% e motores para veículos e partes teve crescimento de 20,6%. Por outro lado, houve queda de 40,6% nos embarques de açúcar em bruto e retração de 24,4% em couros e peles.

Por países, a China continuou líder entre os consumidores de bens e mercadorias brasileiras, com US$ 66,589 bilhões no ano passado. Em seguida, apareceram Estados Unidos (US$ 28,768 bilhões) e Argentina (US$ 14,951 bilhões). No conjunto da União Europeia, o volume embarcado somou US$ 42,078 bilhões. 

Importações saltam 76,5% no ano

A importação de bens de capital saltou 76,5% em 2018 na comparação com o ano anterior e somou US$ 28,589 bilhões. Esse foi o maior aumento porcentual entre os principais grupos de produtos importados adquiridos pelo Brasil no ano passado. Entre os demais segmentos, a entrada de combustíveis e lubrificantes aumentou 24,9% para US$ 22,033 bilhões, a importação de bens intermediários teve alta de 11,6% e alcançou US$ 104,959 bilhões. Já a compra de bens de consumo avançou 9,1%, para US$ 25,475 bilhões.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do novo Ministério da Economia mostram ainda que a China foi a principal origem das mercadorias importadas pelo Brasil no ano passado. O volume de compras de bens e mercadorias chinesas somou US$ 35,5 bilhões no ano. Em seguida, apareceram Estados Unidos (US$ 29,0 bilhões), Argentina (US$ 11,1 bilhões), Alemanha (US$ 10,6 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 5,4 bilhões). 

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