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Balança de petróleo tem pior resultado desde 2001

O Brasil continua distante da auto-suficiência no setor de petróleo, em termos financeiros, com o déficit comercial deste ano subindo para US$ 2,080 bilhões até julho, o que significa aumento de 79,8% em relação a igual período do ano passado. É o pior resultado na balança comercial do setor desde 2001, incluindo o óleo bruto, derivados de petróleo e gás natural.No mês de julho, isoladamente, o déficit comercial atingiu US$ 670,4 milhões, com importações totais de US$ 2,120 bilhões para exportações de US$ 1,450 bilhões, constituindo-se no pior resultado deste ano. No período de sete meses, as exportações brasileiras somaram US$ 8,361 bilhões ante importações totais de US$ 10,441 bilhões no mesmo período, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).A piora no resultado este ano advém basicamente da queda expressiva na venda de derivados de petróleo. Em julho do ano passado, as vendas de derivados ao exterior geraram superávit comercial de US$ 333 milhões, bem acima dos US$ 65,62 milhões registrados este ano. Nos sete meses, o País acumulou saldo de US$ 797,5 milhões com a venda de derivados, com destaque para a gasolina, o que representa queda de 41,4% em relação ao contabilizado em igual período do ano passado. A queda no saldo resultou basicamente do aumento das importações de derivados, que totalizaram US$ 3,37 bilhões este ano, com aumento de 32,6% sobre o contabilizado em igual período de 2006. Já as exportações ficaram no mesmo patamar, com vendas de US$ 4,16 bilhões este ano, com aumento de 6,9% no período.Mercado internacionalAlém do aumento nas importações de derivados, outro fator que afetou desfavoravelmente a balança comercial do setor de petróleo este ano foi o aumento de preços no mercado internacional. Conforme o acompanhamento da ANP, o preço médio do óleo bruto importado pelo Brasil atingiu US$ 76,18 por barril, cerca de US$ 22,21 superior ao petróleo exportado pelo País, com preço médio de US$ 53,97 por barril. O óleo produzido no Brasil é menos valorizado no mercado internacional, mas a diferença este ano está acima da observada nos anos anteriores. Em todo o ano de 2006, por exemplo, o preço médio de importação oscilou em torno de US$ 69,14 por barril, ante US$ 48,75 exportado pelo País, com diferença de US$ 20,39 por barril.

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