Balança: exportação na 2ª semana de maio é recorde

As exportações brasileiras na segunda semana de maio (dias 5 a 9) apresentaram o maior valor semanal já registrado na história do comércio exterior brasileiro: US$ 4,945 bilhões. Apesar de, oficialmente, os auditores fiscais da Receita Federal só terem terminado hoje a greve iniciada em 18 de março, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior atribuiu o resultado recorde da semana à regularização de exportações no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) depois do fim da paralisação.No mês, até a segunda semana de maio, as exportações acumulam US$ 5,665 bilhões, e as importações, US$ 4,368 bilhões, com superávit de US$ 1,297 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 58,414 bilhões, e as importações, US$ 52,537 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,877 bilhões. Médias diáriasA média diária das exportações brasileiras apresentou este mês, até a segunda semana, um crescimento de 52,2% em comparação com a média diária registrada em todo o mês de maio do ano passado. De acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No período, foi registrado aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (89,3%), semimanufaturados (68,4%) e manufaturados (24,1%). Já em relação à média diária de abril, as exportações acumuladas em maio até a semana passada registraram um crescimento de 41%, devido, principalmente, ao aumento de 71,4% nas vendas de produtos básicos (de US$ 219,5 milhões para US$ 376,3 milhões).Do lado das importações, a média diária até a 2ª semana de maio ficou 63,5% acima da média de maio de 2007. No período, aumentaram os gastos, principalmente, com as compras de adubos e fertilizantes (387,6%), veículos automóveis (108,5%), borracha (61,4%), combustíveis e lubrificantes (56,6%), plásticos (56,3%) e siderúrgicos (54,6%). Em relação a abril deste ano, as importações apresentaram expansão de 24,1%. Ocorreu crescimento nas importações de adubos e fertilizantes (357,4%), cereais e produtos de moagem (50,1%), siderúrgicos (25,2%) e veículos automóveis e partes (24,2%).

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