Balança positiva em US$ 712 mi na segunda semana de julho

A balança comercial do País acumulou na segunda semana de julho um saldo de US$ 712 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 1,884 bilhão e importações de US$ 1,172 bilhão. É o melhor resultado semanal já alcançado durante o Plano Real, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Neste mês, a balança já acumula US$ 764 milhões, valor que superou o melhor resultado mensal deste ano, alcançado em junho, com US$ 675 milhões. No ano, a balança já acumula US$ 3,370 bilhões.As exportações nos 10 dias úteis das primeiras duas semanas de julho somaram US$ 2,899 bilhões, com média diária de US$ 289,9 milhões, e as importações, US$ 2,135 bilhões, com média diária de US$ 213,5 milhões. As exportações, desde janeiro, somaram US$ 27,951 bilhões, com média diária de US$ 210,2 milhões, e as importações, US$ 24,581 bilhões, com média diária de US$ 184,8 milhões. O secretário-adjunto de Política Economia, Roberto Iglesias, avalia que o saldo da balança comercial, inicialmente previsto para US$ 5 bilhões pelo governo, poderá ser superado. O motivo, segundo Iglesias, é a forte retração das importações e a performance melhor das exportações. Neste sentido, a projeção inicial parece agora conservadora. ?O comércio exterior deverá gerar boas notícias nos próximos meses?, afirmou.GreveO Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior não espera um aumento forte das importações por conta da suspensão parcial da greve dos auditores fiscais da Receita Federal. "As importações não devem ter grandes saltos", disse a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola. Segundo ela, os números da balança na segunda semana de julho ( primeira depois da normalização do trabalho dos auditores fiscais) indicam que os efeitos da greve foram mais sentidos do lado das exportadores do que das importações. "O impacto na importações é mais diluído", disse ela, ressaltando que não houve uma "explosão" nas importações após a suspensão da greve, como previram especialistas do setor. Mesmo sem uma forte elevação como ocorreu com as exportações, o volume das importações vem registrando aumento nas duas últimas semanas, destacou a secretária. Lytha informou que o governo continua com a meta de superávit de US$ 5 bilhões para este ano, mas reconheceu que o saldo comercial pode chegar a US$ 6 bilhões. "O ministro Sérgio Amaral (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) já havia dito no começo do ano que o resultado poderia chegar a US$ 6 bilhões", lembrou a secretária. "Os números da balança são bons", ressaltou ela, enfatizando que as exportações brasileiras "estão reagindo". Segundo ela, as embarques de soja - produto com grande peso na pauta de exportação - devem continuar nos próximos meses por conta do atraso no início das vendas. Também deve influenciar favoravelmente as vendas no segundo semestre o resultado dos acordos comerciais assinados pelo Brasil recentemente com o Chile, México e Argentina. Esses acordos, segundo a secretária, devem provocar um aumento de US$ 1 bilhão nas exportações desse ano.

Agencia Estado,

15 de julho de 2002 | 10h32

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